segunda-feira, 28 de junho de 2010

FÉ, FANATISMO E CONFLITOS




O professor de Teologia Alberto Moreira aponta a intolerância, conflitos e até guerras religiosas como as principais conseqüências do fanatismo. “Essa questão tem levado ao enfrentamento de estados e não diz respeito apenas aos tempos atuais, remonta há séculos”, analisa o coordenador do Núcleo de Geopolítica da Universidade Federal de Goiás (UFG) Romualdo Campos Filho. De acordo com Campos, os grupos fanáticos não existem somente para impor suas verdades. “Eles desejam controlar o Estado e a partir da sua estrutura difundir o que consideram ser verdade”, revela.

O 11 de setembro ficou marcado na história como o maior atentado terrorista da história mundial. Para Romualdo, além da motivação religiosa, o episódio também foi ocasionado pelo expansionismo e pela agressividade dos Estados Unidos. De acordo com o teólogo Alberto Moreira, o fanatismo islâmico é um fenômeno complexo, que envolve fatores políticos, culturais e tem profundas raízes em um passado recente. “A religião unifica a revolta. O fanático sempre faz a imagem de alguém que o ameaça. Quando um fanático ataca, na verdade está se defendendo. O 11 de setembro pode ser considerado uma vingança”, analisa

Atualmente, três conflitos religiosos merecem destaque: o conflito entre judeus e palestinos no Oriente Médio; a rivalidade histórica entre católicos e protestantes na Irlanda e um conflito envolvendo católicos e islâmicos em Dafur, no Sudão. “A disputa por território no Oriente Médio envolve o poder. Aquela não é rica em petróleo, mas está em posição estratégica para o encontro deste”, comenta. Além disso, é preciso levar em conta que se Israel abdicar do controle de áreas como a Cisjordânia, perde fontes de água, elemento fundamental para o desenvolvimento e estabelecimento de qualquer sociedade.

“Sem o uso da razão, esse conflito nunca será resolvido”, sentencia. Na Irlanda, os protestantes defendem a vinculação do país com o Reino Unido. Já os católicos são contra. “Eles entendem que os protestantes são beneficiados devido a relação com o poder estatal e o anglicanismo”, esclarece Romualdo. O conflito em Dafur, no Sudão, tomou proporções de selvageria. Apesar disso, tem sido pouco noticiado pela mídia.


FÉ x FÉ



De acordo com o pároco da Catedral Metropolitana, padre Luiz Lobo, o fiel precisa ter consciência crítica para analisar os fatos através da razão e assim não responsabilizar Deus por todos os acontecimentos. “O Senhor nos deu força e inteligência pra modificarmos a sociedade”, defende. “As igrejas que oram para a cura de enfermos e a expulsão de demônios em todos os cultos são exemplos de fanatismo”, alfineta. Para o vice-pastor da Assembléia de Deus- Ministério São Bernardo do Campo, Clayton Sodré, a expulsão de demônios é determinada pela Bíblia. “Jesus disse que poderíamos fazê-lo em seu nome. Quem considera isso como fanatismo não conhece a palavra”, argumenta.

A pastora da Igreja Internacional da Graça de Deus, Cláudia Regina também afirma que a expulsão de demônios é uma prática correta. “É o poder de Deus se mostrando através do homem”, acredita. Clayton, no entanto, faz um alerta. “Algumas igrejas focalizam apenas nessa área e toda a liturgia do culto passa a girar em torno disso. Usam sal grosso e rosas como amuletos de sorte, misticismo abominado pela bíblia”, analisa. A estudante de Direito, Anaura Corrijo já passou por uma situação constrangedora envolvendo conflitos entre religiões. “Estava no aeroporto em Campo Grande e conversava com um rapaz. Vi que ele tinha uma mensagem linda na camiseta. Elogiei e o moço disse que era evangélico. Quando falei que eu era espírita ele simplesmente virou as costas para mime foi embora”, relembra.

O vice-presidente da Federação Espírita do Estado de Goiás, Cauci Roriz, afirma que na época da adolescência ficava chateado com calúnias relacionadas à doutrina espírita “Associavam o espiritismo a praticas pouco digna”. Roriz desenvolve atividades sociais junto a instituições que prestam caridade. “Não mantemos o assistencialismo. Não alimentamos só a barriga, mas levamos valores espirituais e cursos profissionalizantes para as pessoas”, enumera. O padre Luiz Lobo também acredita que igreja precisa ser sal, fermento e luz. “Ela está dentro do mundo para fazer a diferença”, justifica.

MUDANÇA DE PENSAMENTO





O professor de Teologia da UCG, Alberto Moreira acredita que existe solução para o fanatismo. “Ele pode deixar essa condição através de diversos processos, como autocrítica, decepção e crescimento pessoal”. Foi o que aconteceu com o estudante de Publicidade e Propaganda Alex César. Durante quatro anos ele integrou a Igreja Videira. Nesse período ele passou de membro a líder discipulador de célula. Alex chegou a cuidar de cinco grupos.


“Em 2008 entrei na faculdade e ficou difícil conciliar estudos e igreja. Estava sendo muito cobrado pela minha família e pela faculdade. Não agüentei a pressão e saí”, relata o jovem que atualmente não é mais evangélico. Apesar de não freqüentar a igreja, ele afirma que continua crendo em Deus. “Não desfiz da minha fé. Ainda guardo, por exemplo, os CDs que comprei naquela época”, revela Alex, que fez empréstimos, vendeu comida e cachorro-quente na porta de casa para conseguir dinheiro e levar os seus liderados aos encontros promovidos pela igreja.


Hoje em dia, ele reconhece que o trabalho que desenvolvia é gratificante por estar ligado ao campo espiritual. “Mas se a gente não controlar, passa a abrir mão da família e da vida pessoal. Começa a viver em um mundinho alienado.”, analisa. De acordo com Lindomar Lopes, o fanatismo religioso psicopatológico tem cura. “O fanático passa por um trabalho de dissensibilização”, diz o psicólogo. “No entanto, o individuo é colocado em situações em que ele perceba que no mundo há várias verdades e a conhecer sobre elas”, acrescenta.


LÍDERES RELIGIOSOS



Para o psicólogo e mestre em Ciências da Religião Lindomar Lopes, os líderes contribuem para o desenvolvimento do fanatismo religioso. ‘“Eles são conhecedores do comportamento humano e usam das carências do individuo para seduzi-lo”, destaca. Jim Jones, fundador do grupo Templo do Povo, se encaixa nesse perfil. Nos anos 1970, ele reuniu oprimidos e marginalizados nos Estados Unidos. Em 1978, Jones começou a ser perseguido em solo norte americano e ordenou a ida de todos os fiéis para Jonestown, cidade construída um ano antes na Guiana, América do Sul.

Os fiéis viviam em uma comunidade auto-suficiente e eram impedidos de estabelecer qualquer contato com o mundo exterior. Quando percebeu que a seita estava no fim, por causa das represálias do governo norte-americano, Jim Jones reuniu seus seguidores e no último sermão exigiu que estes bebessem um refresco cianeto. Novecentas e nove pessoas, entre bebês, crianças, adultos e idosos, morreram. Entre eles Jones, que se suicidou com um tiro.

Enquanto uns pregam a intolerância e a entrega da vida em prol da religião, outros defendem o convívio pacífico. “A Igreja Católica prega o ecumenismo, o diálogo entre as religiões. Temos o mesmo Pai, Filho e Espírito Santo. Devemos viver como irmãos, superar as diferenças e buscar os princípios que nos une como o culto dominical e a paz”, sugere o padre Luiz Lobo. O vice-presidente da Feego, Cauci Roriz evoca os ensinamentos de Jesus para ensinar os princípios da boa convivência. “Ele dizia que os discípulos seriam conhecidos por muitos se amarem. Não é discípulo de quem briga com o outro por causa de religião. Isso é plenamente aplicado dentro da doutrina espírita”.

MENTE DO FANÁTICO







Segundo o teólogo Alberto Moreira, o fanático religioso é neurótico por segurança. “Aparentemente ele está defendendo Deus, porém ele não suporta viver na insegurança. Por isso, precisa se apegar de uma forma doentia à religião, que se torna quase uma obsessão”, esclarece. O psicólogo Lindomar Lopes também acredita que o fanático é um individuo inseguro. “Ele costuma ser rígido, individualista e obsessivo”, acrescenta. De acordo com Lopes, o fanático se esconde na religião porque não consegue viver sozinho, precisa se identificar com um grupo. “O fanático religioso se anula, torna-se alienado e tende a ser fanático em outras áreas’, ressalta.

Elisângela Ferreira, membro da Igreja Pentecostal Deus é Amor, considerada uma das denominações mais rígidas quanto aos usos e costumes, não vai a festas. A jovem também não usa roupas decotadas, calças, shorts e mini-saias. Ela também não vê televisão e por causa desses comportamentos já foi chamada de exagerada. “Os evangélicos são chamados de fanáticos porque as pessoas não conhecem a Bíblia”, afirma.

Para a dona-de-casa Maria Aparecida da Silva, mãe de Elisângela e evangélica da mesma denominação, a filha ainda não é fanática, mas tem uma tendência a assumir esse tipo de atitude. “Ela quer impor sua fé. Lê e explica a Bíblia para mim, implora para eu não falhar na igreja e está lá faça chuva ou sol”, enumera. Segundo Maria Aparecida, os vizinhos reclamam das novas atitudes de Elisângela. “Ao invés de ir para a casa dos amigos ela vai para a igreja. Além disso, ela quer que eu pare de ver televisão e eu não quero parar”, completa.

Elisângela chegou a deixar o emprego por causa da religião. “O uso da calça foi decisivo para minha saída, pois queria batizar, cantar e ajudar na igreja”, conta a jovem, que também enfrentava problemas de saúde à época em que saiu do trabalho. Para Alberto Moreira, os fanáticos acreditam que seus irmãos de fé são inferiores porque eles não têm o mesmo grau de paixão. “O fanatismo é uma paixão do coração. Pessoas de outras religiões são inimigos que devem ser combatidos.”, explica.


NAS IGREJAS

Clayton Sodré, 32, evangélico há cerca de quatro anos, acredita que existe fanatismo no meio cristão. “Devemos meditar na Bíblia dia e noite, mas não significa que devamos andar com ela o dia todo na mão. Há tempo para tudo e precisamos ter sabedoria”, ensina o vice-pastor da Assembléia de Deus – Ministério São Bernardo do Campo, do Jardim Goiás. “Temos que viver a Bíblia não como fanatismo, mas como regra de fé.”, completa.

O palestrante e vice-presidente da Federação Espírita do Estado de Goiás (Feego), Cauci Roriz, explica que a doutrina espírita é democrática e admite todas as formas de expressão religiosa. ‘“As religiões são apenas um modo de ver a verdade”. Para Anaura Carrijo, espírita há cerca de quatro anos, as religiões são caminhos diferentes para chegar ao mesmo lugar. “Todas se encontram”, acredita.

Alex Xavier, membro da Comunidade Vida, também partilha essa opinião. “A religião é universal”, afirma. “Cada pessoa tem sua maneira de apontar um lápis. Uma usa a faca, outra o apontador. Mesmo de maneira diferentes, o lápis será apontado”, exemplifica o evangélico, que carrega a Bíblia no celular e escuta hinos no local de trabalho. “Apesar disso, graças a Deus, não sou fanático. As pessoas nunca me chamaram assim, ao contrário, elas têm se espelhado em mim e Deus me dá oportunidade para ajudá-los espiritualmente”, revela.

O pároco da Catedral Metropolitana de Goiânia, padre Luiz Lobo, também acredita que há pessoas com mentalidade fanática dentro do catolicismo. “Mostro aos fiéis que Jesus Cristo pregou o diálogo, a fraternidade e a compreensão”, conta. A dona-de-casa Elza Rodrigues, 52 anos, membro da Comunidade Santa Luzia, parece que entendeu o recado. “Acredito que minha religião é a certa, gosto dela, mas não critico as outras”, pondera.

FANATISMO


Política, religião e futebol não se discutem, pelo menos é o que aconselha o ditado popular. Questionamentos em torno desses temas geram debates acalorados e manifestações de fanatismo, termo que vem do latim fanum (templo, lugar consagrado). No Brasil, as discussões sobre a fé e o excesso dela ganham destaque por causa da diversidade religiosa. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 2000, católicos representam 73,6% da população do país. O Protestantismo é o segundo maior segmento religioso do Brasil. O número de fiéis chega a aproximadamente 26,2 milhões de pessoas, 15,4% da população.

O espiritismo é uma das religiões que mais cresceram. Em 2000, o número de adeptos chegava a 2,3 milhões e os simpatizantes já alcançavam os 20 milhões. As religiões afro-brasileiras e orientais, como o Budismo e o Xintoísmo, o judaísmo e a Fé Bahá’í, entre outras, representam menos de 5% da população total do país. O restante, 7,4% dos brasileiros, auto denomina-se católico, evangélico ou não professa nenhuma religião preestabelecida. Esse cenário de forte diversidade e sincretismo torna-se propício ao surgimento do fanatismo religioso. “Fanatismo é uma visão exclusivista da salvação e de Deus”, define o especialista em Teologia Fundamental, Alberto Moreira.

De acordo com o psicólogo e mestre em Ciência da Religião pela Universidade Católica de Goiás (UCG), Lindomar Lopes, o fanatismo está ligado ao tipo psicológico do indivíduo e pode se tornar uma doença. Para o Teólogo e coordenador do Programa de Pós-Graduação Strictu Sensu em Ciências da Religião da UCG, Valmor da Silva, qualquer religião pode gerar fanáticos. No entanto, as monoteístas como o judaísmo, o islamismo e o cristianismo têm dificuldades em aceitar outros deuses, o que não acontece em religiões como o Budismo e de origens africanas, mais tolerantes. “As religiões mais dogmáticas e com doutrinas fixas são mais propensas a gerar fanáticos”, acrescenta.

Segundo Alberto Moreira, períodos de convulsão social e de mudanças culturais impulsionam o aparecimento de fanáticos religiosos. “Situações de grande desespero, pobreza, e principalmente quando uma população está em uma nova cultura, que lhe é adversa, levam ao apego à religião”, descreve o teólogo. Há seis meses a desempregada Elisângela Ferreira, 19 anos, se tornou evangélica. Depois de idas e vindas ela afirma que sentiu que era hora de fazer a vontade de Deus. “A igreja é o meu lugar. Era muito nervosa e agora sinto paz, refrigério. Também estavam acontecendo muitas coisas na minha família: minha irmã dando ‘dor de cabeça’ e quase perdemos nossa casa”, revela a jovem, que freqüenta os cultos quase todos os dias, dirige as reuniões e visita pessoas doentes.


A FÉ QUE FAZ MAL




Conheça a origem, as conseqüências e os conflitos causados pelo fanatismo religioso e descubra como mudar o comportamento de quem age assim. Confira histórias de quem teve seu comportamento transformado pela religião.

Por Daiane Lima e Diene Batista


De joelhos, entre lágrimas, soluços e manifestações do Espírito Santo por meio da glossalia. É assim que a pastora da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) do Jardim Cristalina, em Aparecida de Goiânia, Cláudia Regina, 42, encerra mais uma tarde de oração na Praça Cívica. “Oramos para santificar esse lugar porque no próximo dia dezoito haverá aqui um Megashow com a presença do líder da nossa igreja, missionário R. R. Soares”, explica.

A presença da pastora e dos obreiros que a acompanha atrai olhares curiosos. O lavador de carros Antônio Roberto, 40, interrompe o trabalho para observar a movimentação. “Se todos fizessem o mesmo, talvez o mundo estivesse melhor”, considera. Segundo Cláudia, quatro pessoas já se converteram em nove dias de oração. “É a própria glória de Deus se manifestando nesse lugar”, acredita.

Para Antônio Roberto, as orações em local público não caracterizam o fanatismo religioso. “Nós estamos vivendo um momento de buscar a presença de Deus”, afirma. Já Maria Lopes, 48, acredita que atitudes como essa são exemplo de fanatismo. “Faço minhas orações em casa. Deus não é surdo”, diz. De acordo com a pastora Cláudia Regina, nunca houve manifestação verbal contra o seu trabalho. “Mas muitos olham com ar desdém”, completa.

Hora de cumprir as promessas

Olá leitores, seguidores e afins!
Vocês ainda estão por aí?
Pois é, prometi postar uma reportagem sobre fanatismo religioso. Hora de cumprir a promessa. Semana agitada: final do semestre, mãe sofre acidente no trabalho... Vamos lá! Essa reportagem foi produzida no primeiro semestre de 2009, na disciplina Produção e Redação Jornalística II, ministrada pela professora Rakell Aguiar (http://rakellaguiar.wordpress.com) Optei por preservar o texto da forma em que foi escrito à época, ou seja, siglas como a da Católica, atual PUC Goiás, não foram modificadas. Deu um trabalho, né Jhowzinha (também conhecida como Daiane Freitas)? Quanta aventura! Um verdadeiro desafio: duas evangélicas falando sobre fanatismo... O resultado está por um click. Para a leitura ficar menos cansativa cada intertítulo se transformou em uma postagem. Leia e comente!



sexta-feira, 18 de junho de 2010

Religião e Fanatismo



Nós próximos dias vocês poderão conferir uma reportagem sobre fanatismo religioso, elaborada em conjunto com a Daiane Freitas, do blog jornalistasloiraemorena.blogspot.com/. A matéria foi realizada sob a orientação da professora Rakell Aguiar, na disciplina Produção e Redação Jornalística II.


Aguardem...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Sensações



Amor, Fé, Esperança.

Dor, desalento.

Café, pipoca, chá.

Cheiro de que? Gosto de que?

Chocolate.

Branco, preto, meio amargo, ao leite.

Cheiro de que? Gosto de que?

Suco.

De laranja, manga, morango, goiaba.

Cheiro de que? Gosto de que?

Arroz com feijão.

Bife, batata, feijoada.

Cheiro de que? Gosto de que?

Terra molhada, mãe, flor.

Meu amor, amigos, colegas.

Cheiro de que?

Futuro...

Gosto de que?



quarta-feira, 16 de junho de 2010

Ismália, Alphonsus de Guimaraens





Quando Ismália enlouqueceu,


Pôs-se na torre a sonhar...


Viu uma lua no céu,


Viu outra lua no mar.


No sonho em que se perdeu,


Banhou-se toda em luar...


Queria subir ao céu,


Queria descer ao mar...


E, no desvario seu,


Na torre pôs-se a cantar...


Estava perto do céu,


Estava longe do mar...


E como um anjo pendeu


As asas para voar...


Queria a lua do céu,


Queria a lua do mar...


As asas que Deus lhe deu


Ruflaram de par em par...


Sua alma subiu ao céu,


Seu corpo desceu ao mar...


segunda-feira, 14 de junho de 2010

Qual a função de um procurador de Justiça?

“O procurador atua como articulador para que os direitos do cidadão se efetuem”, esclarece procurador-geral.


Daiane Freitas

Diene Batista

Ele está nos principais eventos, acompanhado de políticos influentes da capital e do Estado. Comanda uma instituição que depois da Constituição de 1988 funciona como um quarto poder. Mas quais são as atribuições de um procurador-geral de Justiça?

O procurador é o gestor do Ministério Público, administra o órgão e exerce influência sobre as demais procuradorias. Ele ainda pode encaminhar ao poder Legislativo projetos de lei de iniciativa do Ministério Público.

“O cidadão pode exigir os seus direitos sobre o Estado, conforme previsto na Constituição. O articulador atua para que os direitos do cidadão se efetuem”, explica o procurador geral do Ministério Público de Goiás (MP-GO), Eduardo Abdon de Moura.

Ele explica como um procurador é escolhido. "Há um processo interno para a escolha de três candidatos e o procurador-geral é escolhido pelo governador do Estado."

O senador Demóstenes Torres (DEM) também já ocupou o cargo de procurador-geral. Eduardo Abdon nega interesse em seguir carreira política. “Agora existe uma lei que proíbe procuradores se candidatarem.”


domingo, 13 de junho de 2010

Mar Português, Fernando Pessoa




Ó mar salgado, quanto do teu sal


São lágrimas de Portugal!


Por te cruzarmos, quantas mães choraram,


Quantos filhos em vão rezaram!


Quantas noivas ficaram por casar


Para que fosses nosso, ó mar!


Valeu a pena? Tudo vale a pena


Se a alma não é pequena.


Quem quer passar além do Bojador


Tem que passar além da dor.


Deus ao mar o perigo e o abismo deu,


Mas nele é que espelhou o céu.


sábado, 12 de junho de 2010

PUC-Goiás e MP-GO firmam acordo de estágio para alunos de direito



Alunos que estão no 5º período poderão desempenhar atividades complementares na sua área de formação. O objetivo é desenvolver a cidadania, habilidades para a vida e para o mercado de trabalho. O convênio deve durar dois anos e o período de estágio um semestre. A jornada será de 25 horas semanais.

Daiane Freitas

Diene Batista

A PUC-Goiás e o Ministério Público do Estado (MP-GO), por meio do reitor Wolmir Amado e do procurador-geral de Justiça, Eduardo Abdon de Moura, firmaram convênio para proporcionar aos estudantes de direito, que cursam o 5º período, a realização de estágio no MP-GO.

O convênio deve durar dois anos e o período de estágio um semestre, com possibilidade de ser renovado por mais três. A jornada será de cinco horas diárias, totalizando 25 horas semanais.

O aluno terá a oportunidade de desempenhar atividades na área do direito. O objetivo é que o estagiário desenvolva a cidadania, habilidades para a vida e para o mercado de trabalho.

Ao todo, o MP-GO conta com 236 estagiários de direito e 50 de outras áreas. Ainda não foi definido o número de estagiários que serão contratados pelo convênio.

O procurador-geral de Justiça Eduardo Abdon de Moura destaca a importância do convênio. “No país há poucos projetos que unem entidades públicas e o meio acadêmico. A parceria permite que o conhecimento produzido na universidade possa ser agregado ao trabalho dos procuradores.

Para a assessora de convênios da PUC-Goiás, Viviane Pacheco, o estágio é um diferencial na carreira do acadêmico. “O estudante vai ter oportunidade de vivenciar na prática o que aprende na sala de aula. Há uma diferença enorme entre o aluno que faz estágio, mesmo o não obrigatório, e aquele que nunca estagiou. A visão que ele tem da profissão é outra.”

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Ilha das Flores não é ficção: vivemos essa realidade





Desigualdade social. A riqueza como fator determinante na importância do indivíduo. Esse foi o tema proposto para uma dissertação, resultado de discussões sobre o filme Ilha das Flores. O resultado desses debates, realizados em abril de 2008 e orientados pela professora Cida Borges, você confere a seguir.

O homem se distingue dos outros animais por causa da razão. E usa essa razão para conhecer, definir. O curta-metragem Ilha das Flores, de Jorge Furtado, vencedor do Festival de Gramado de 1989, nas categorias melhor filme, melhor montagem e melhor roteiro mostra que a aparente superioridade do ser humano diante dos outros animais decorre do acúmulo de riquezas e dos meios violentos usados para protegê-las. Quanto mais as riquezas são geradas e acumuladas, maior a violência para defendê-las e menor sua distribuição.

Ilha das Flores apresenta de forma magistral e até chocante a dicotomia riqueza-ser humano. Furtado, por meio das definições que conferem à fita caráter didático, afirma que as mulheres e crianças da Ilha são seres humanos, pois possuem “telencéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor.” Mesmo sendo classificados como humanos, não vivem ou são tratados como tal. Os porcos, que não têm capacidade intelectual para produzir ou acumular conhecimento, em Ilha das Flores, recebem maior consideração do que os seres humanos.

A sinceridade com que o filme trata o assunto consegue tirar as máscaras que regem a relação social privilegiadora da riqueza em detrimento do homem. Entretanto, para alguns estudiosos, o filme não é uma denúncia da situação de desigualdade no Brasil, mas uma tentativa de romantizar o conceito de pobreza, tal qual acontece, segundo especialistas, no governo Lula, por meio de projetos assistencialistas, como o Bolsa Família.

Ilha das Flores não é apenas um filme. É um recorte metonímico da realidade social fabricada e mantida pelo próprio homem. Na estrutura neoliberalista vigente, quanto maior a riqueza, maior o valor do indivíduo, se a riqueza é menor, o valor do indivíduo também diminuirá.

O contexto de exclusão ultrapassa as telas de cinema e toca os limites da realidade. Segundo a revista Carta Capital, em reportagem a respeito das dificuldades que jovens recém-formados encontram para conseguir emprego, principalmente devido à baixa remuneração oferecida, que não atende ao desejo de manter o assento na classe média, quando se vem de baixo é praticamente impossível conquistar uma posição social elevada. Isso dependeria menos do grau de qualificação, como pode supor a lógica capitalista.

De acordo com o economista da Unicamp, Mario Pochman, os processos seletivos das empresas envolvem muito mais critérios subjetivos do que objetivos. Atualmente, o que conta não é o quanto se sabe inglês, mas quantas vezes o indivíduo foi à Inglaterra.

Assim sendo, a Ilha das Flores que Furtado apresenta não se resume a uma porção de terra cercada de água por todos os lados, que abriga humanos tratados como porcos e porcos tratados como humanos. A situação vivida naquele pedacinho de Brasil se estende a todo o país e é sentida na pele por um sem número de pessoas. Seja no papel de ser humano excluído ou de dono de porcos, que define quem pode entrar ou não no terreno e quanto tempo pode fazê-lo. Todos, em menor ou maior grau, em nossa casa, escola ou comunidade, contribuímos para a criação e manutenção das “Ilhas das Flores” que nos cercam.

Para abrir o mar que está à volta da nossa Ilha e contrariar as expectativas dos especialistas, com ousadia, parafraseando Miguel Nicolelis, é preciso tocar as fronteiras do impossível e arrastá-las rumo ao factível, transformando sonhos ditos inalcançáveis em realidades possíveis.


quinta-feira, 10 de junho de 2010

Dia dos Namorados... hora de escolher um (a) jornalista!


O Dia dos Namorados está chegando! Como eu sou uma moça TOTALMENTE COMPROMETIDA resolvi dar uma ajudinha para as colegas (e os colegas) que estão à procura... Por que escolher um (a) jornalista? Que tal uma ajudinha para tomar essa decisão!?

  1. Jornalista geralmente é criativo, ele vai surpreender você quando menos esperar;
  2. São curiosos e antenados, você sempre ficará por dentro de tudo que acontece;
  3. Eles não ganham bem, mas isso é bom porque vocês podem aprender a economizar dinheiro;
  4. No Natal, Ano Novo, Carnaval… eles provavelmente estarão na redação. Mas, pense pelo lado positivo: antes trabalhando do que vagabundando;
  5. E outra! Trabalhando muito, eles não têm tempo de se interessar por outra pessoa;
  6. Eles não são bons de matemática, mal sabem somar e subtrair; mas, para que saber isso se são os mestres da escrita?;
  7. Acostumados com pautas, são bem organizados e planejam bem as coisas antes de fazê-las;
  8. Como é fissurado por fontes, quando você tiver uma ótima ideia, ele não vai dizer aos amigos que foi coisa da cabeça dele. Dará todas as honras para você!;
  9. Como vivem numa rotina corrida, não tem muito tempo para opinar nas coisas da casa. O que você fizer, ele vai achar lindo;
  10. Tudo é um grande brainstorm (tempestade de ideias). Monotonia não vai entrar na sua casa!;
  11. Quando vocês brigarem, ele não vai achar que a opinião dele é a melhor. Tem que ouvir todos os lados de um fato, ele saberá analisar a situação!;
  12. Em coberturas de grandes eventos, você poderá entrar de gaiato. Cada final de semana em um lugar diferente: jogos de futebol, avenida de escola de samba, lançamento de livros…;
  13. Mantêm revistas e jornais no banheiro. Você nunca ficará olhando para o vácuo enquanto faz suas necessidades fisiológicas. Ganhará conhecimento!;
  14. Idolatram pessoas totalmente desconhecidas (o seu Zé, a Dona Maria, o Juquinha…) Todos com ótimas histórias de vida que vocês podem usar no cotidiano também para se tornarem pessoas melhores!;
  15. Não vai faltar café na sua casa. Café e jornalista são praticamente sinônimos;
  16. Ele pode escrever os votos matrimoniais da sua irmã, criar o conteúdo do site de negócios do seu pai, ensinar sua mãe a tirar fotos das amigas nos eventos do bairro. Ele aprende de tudo um pouco e gosta de compartilhar!;
  17. Tudo para o jornalista tem uma explicação. Eles nunca vão se contentar com a primeira versão de um fato. Você sempre terá uma resposta, mesmo que demore;
  18. São ótimos investigadores. Se alguém no trabalho passar a perna em você, rapidinho ele descobre quem é!;
  19. Como trabalham muito, não tem tempo para beber demais, fumar, se envolver com drogas… Você terá um companheiro saudável!;
  20. Tá bom, vai… eles não costumam comer coisas muito saudáveis. Mas se você for legal e fizer comida para ele levar ao trabalho, isso se resolve rapidinho, não é? =);
  21. Suas viagens nunca serão monótonas! Se acontecer qualquer movimento estranho, ele vai logo querer saber o que é e infiltrará você junto para desvendar o problema;
  22. Amam roupas leves e simples no dia a dia. Você não vai gastar muito dinheiro com isso;
  23. Eles também sabem se arrumar bonitinhos para os eventos. Você terá um parceiro que sabe ser simples, mas também sabe arrasar. Tudo vai depender da ocasião;
  24. A agenda é o seu melhor amigo. Mas, não fique com ciúmes! Pense pelo lado positivo, nunca vai esquecer nenhuma data importante, porque tudo fica rigorosamente descrito lá;
  25. Eles não ficam irritados com “nãos”, afinal, estão acostumados com assessorias de imprensa que não querem divulgar os bafões. Você não terá um companheiro irritado, mas, em compensação ele não vai desistir até conseguir o que quer. Mas só de não se grosso já vale, não é!?;
  26. Como são antenados, também sempre ficam sabendo das novidades tecnológicas primeiro. Às vezes, até ganham de presente para testar a ferramenta. Você terá tudo em primeira mão na sua casa;
  27. Eles não se importam com calor, chuva, trovões… afinal, precisam estar onde a notícia está! Você poderá ir na praia com 50 graus tranqüila ou aquela viagem dos sonhos pode se tornar um pesadelo no caos de São Paulo que ele não vai blasfemar. Ainda vai dar risada da situação;
  28. Acham que podem salvar o mundo com uma matéria. Olha que sensibilidade!;
  29. Eles sempre sabem tudo todo o tempo;
  30. Gostam de música para acalmar;
  31. Leem livros raros, histórias para crianças e semiótica… Seus filhos serão super dotados se depender dele;
  32. Sua vida social é infinitamente grande. Você nunca poderá reclamar que não conhece gente nova;
  33. Eles estão acostumados com coisas chatas e sabem contorná-las muito bem. O casamento nunca vai virar algo monótono;
  34. Eles gostam de camisas com estampas de alguma brincadeira sobre algo atual. Suas amigas vão ficar com inveja do seu companheiro inteligente;
  35. Eles sempre têm uma opinião sobre qualquer coisa na face da Terra. Durante uma conversa entre amigos, vocês nunca ficarão apagados;
  36. A maioria gosta de virar psicólogo, técnico de futebol e médico às vezes. Você terá um companheiro mil e uma utilidades;
  37. Por causa da profissão, são forçados a aprender mais de um idioma. Você vai ouvir “Eu te amo” em, pelo menos, umas três línguas diferentes;
  38. A primeira coisa que seu filho vai aprender é que a informação é a alma do negócio. Com dois anos, sua fofurinha vai saber o que é aquecimento global, mercado financeiro e já saberá criticar políticos;
  39. Gostam de mudar de cidade, estado e até de país. Você conhecerá muitos lugares!;
  40. Assistem documentários e vão a museus o tempo todo, não importa o que seja. Ô cultura!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Ganhadores escolhem carreira científica?

Levantamento do CNPq aponta que 60% dos 143 premiados até 2008 estão matriculados em algum curso de pós-graduação



A dificuldade de estudar sozinhos, aliada à necessidade de prepararação para o vestibular, para a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e para a vida profissional, resultou na criação, em 2001, do grupo Estudantes em Ação, no Colégio Fundação Bradesco de Aparecida de Goiânia.

Incentivada pela mãe e pela professora Lenita Gonçalves Lacerda, a estudante Conceição Ferreira, que estava no terceiro ano do ensino médio resolveu se inscrever no Prêmio Jovem Cientista. A premiação é concedida pelo CNPq desde 1981. Até 2008 apenas três goianas foram contempladas pela iniciativa.

O trabalho Grupo de estudo: a troca de experiências e idéias facilita a aprendizagem alcançou a segunda colocação na categoria estudante do ensino médio, na premiação realizada em 2001 (foto). O tema abordado era Novas Tecnologias para a Educação.

“O Prêmio, assim como o ensino da Fundação Bradesco foram muito importantes para minha carreira. Eles me mostraram o inesgotável mundo de possibilidades que é a pesquisa e pelo qual resolvi continuar a trilhar novos passos”, revela Conceição Ferreira.

Ela finalizou o mestrado há pouco mais de um mês e já pensa no projeto para o doutorado. Atualmente Conceição é professora substituta do curso de jornalismo na Universidade Federal de Goiás, na área de jornalismo comunitário e Novas Tecnologias.

Conceição está entre os 86 ganhadores do Prêmio Jovem Cientista que continuaram na carreira acadêmica, assim como a baiana Joana Paixão, segunda colocada na categoria graduado em 2006, com um trabalho que apontou quais gasolinas e componentes são menos tóxicos ao meio ambiente.

“O Prêmio foi um divisor de águas na minha carreira, me fez acreditar que vale a pena investir tempo e dedicação para fazer aquilo que se gosta”, revela Joana.

Segundo Rita de Cássia da Silva, responsável pelo serviço de prêmios do CNPq, o Prêmio Jovem Cientista é um grande incentivador para a maioria dos agraciados.

“Os graduados consolidam suas carreiras acadêmicas com a conclusão de mestrado e doutorado e ingresso nos quadros das universidades. Os estudantes de graduação ingressam em programas de pós-graduação e os estudantes do ensino médio têm acesso aos cursos universitários“, exemplifica Rita.

Mais a ser feito
Em 2003 outra goiana foi contemplada pelo Prêmio Jovem Cientista do CNPq. Anne Cristine Vieira Moura foi a segunda colocada na categoria estudante do ensino médio com o trabalho A água que nós bebemos: um estudo sobre a qualidade e o uso da água em uma comunidade de Aparecida de Goiânia.

O trabalho surgiu de uma dúvida que a mãe da estudante sempre levantava em casa. A costureira Eterna Cândida Vieira, 60 anos, questionava se a água consumida no Setor Papillon Park, onde também está localizada a Fundação Bradesco, em Aparecida de Goiânia, era própria para o consumo. A pesquisa abrangeu 20 residências e 105 pessoas e mostrou que nenhuma das amostras coletadas para o consumo era potável.

Anne Cristine prestou vestibular para química na Universidade Federal de Goiás, mas não conseguiu ser aprovada. Segundo Eterna Vieira, a filha está decepcionada com o meio acadêmico. “Faltou pessoas interessadas para ajudá-la”, reclama.

Para Joana Paixão, segunda colocada em 2006, o número de premiados que permanecem na academia poderia ser maior. “Não é fácil se dedicar full time (tempo integral) à pesquisa, ainda que com bolsa. É mais atrativo trabalhar em uma empresa e ter carteira assinada”, analisa.

Rita de Cássia acredita que mais ações, como o aumento do número de bolsas e do investimentos em pesquisa, precisam ser realizadas para incentivar o crescimento da área no Brasil.



Você sabe o que é CNPq?


Fundação criada inicialmente para garantir a segurança nacional é responsável direta e indiretamente pelos avanços em Ciência e Tecnologia no Brasil, assegura o responsável pelo Serviço de Documentação e Acervo.

Final da Segunda Grande Guerra. Armas químicas, novos explosivos, aeroplanos, submarinos e o lançamento de duas bombas atômicas marcam o inicio da supremacia norte-americana no mundo e da institucionalização da ciência no Brasil, visando inicialmente a segurança nacional. “Com o CNPq, o Estado brasileiro passa a criar políticas públicas específicas, direcionadas para o desenvolvimento da C&T no país”, relembra Roberto Muniz, responsável pelo Serviço de Documentação e Acervo da Instituição.

Em 1974, o Conselho Nacional de Pesquisa, até então uma autarquia, se transforma no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, uma Fundação ligada a Secretaria de Planejamento da Presidência da República. “O CNPq passou a ser o ‘cabeça do Sistema’, atuando quase como um ministério”, explica Roberto. Atualmente, o CNPq distribui cerca de 70 mil bolsas em diversas modalidades.

Além de bolsas, a Fundação ainda promove o Prêmio Jovem Cientista. A vigésima quarta edição da premiação está com as inscrições abertas até o dia 30 de junho. Os interessados podem se inscrever gratuitamente pelo site do Prêmio ou pelo Correio.

Ditadura e Governo Collor
De acordo com o responsável pelo Sedoc da instituição durante a Ditadura Militar (1964-1985) a atuação do CNPq não ficou restrita. “A visão de desenvolvimento, baseada na ideologia de segurança nacional, promoveu muitos investimentos em C&T, fortaleceu com recursos as ações do CNPq e ampliou a formação de RH através da criação de um sistema de pós graduação”, conta.

No Governo Collor, de acordo com Roberto Muniz, a situação foi outra. “A visão de ‘modernização’ do Estado do Governo Collor excluía uma ação mais direta no desenvolvimento da C&T. Foi um período de muita instabilidade institucional e de recursos”, explica.

Para Muniz, todos os avanços que o país teve em C&T receberam de forma direta ou indireta recursos do CNPq. “Do desenvolvimento da extração de petróleo de águas profundas à produção e exportação de soja temos a participação da Fundação, com a formação de RH ou investimento direto”, exemplifica.

Com o objetivo de preservar a história do CNPq foi criado o Centro de Memória. “Realizamos a guarda, conservação e acesso público aos documentos de interesse histórico do CNPq”, explica Roberto Muniz. “São documentos em papel, ofícios, relatórios, como também fotografias, folders, slides, troféus, medalhas, entre outros”, enumera.

CNPq recebe inscrições para o Prêmio Jovem Cientista até junho

Serão distribuídos R$ 145 mil em prêmios, equipamentos de informática e bolsas de estudo


Com o tema Energia e Meio Ambiente- Soluções para o Futuro, o Prêmio Jovem Cientista, considerado o mais importante da área científica na América Latina, recebe inscrições até 30 de junho. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do site do prêmio ou pelo Correio.


O objetivo da premiação, organizada desde 1981 pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) é promover a reflexão e a pesquisa, além de revelar talentos e investir em estudantes e profissionais que procuram alternativas para os problemas brasileiros.


Ao todo serão distribuídos R$ 145 mil em prêmios, equipamentos de informática e bolsas de estudo.


“Os três primeiros colocados das categorias graduado, estudante do ensino superior e estudante do ensino médio poderão receber bolsas do CNPq nas modalidades Iniciação Científica Júnior, Iniciação Científica, Mestrado ou Doutorado, caso atendam aos critérios normativos”, explica Rita de Cássia da Silva, responsável pelo serviço de prêmios do CNPq.


Os premiados ainda participarão da reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e terão suas pesquisas publicadas em um livro próprio do Prêmio, elaborado pela Gerdau e Fundação Roberto Marinho, instituições parceiras do CNPq.


Os alunos vencedores de cada categoria recebem o Prêmio das mãos do presidente da República. As instituições de ensino superior e de ensino médio que tiverem o maior número de trabalhos inscritos ganharão, cada uma, R$ 30 mil.


Os orientadores, que são fundamentais para o desenvolvimento da pesquisa, também são premiados. Eles recebem um computador e uma impressora. Já o pesquisador homenageado pela Menção Honrosa é agraciado com R$ 15 mil e uma placa.


Segundo Rita de Cássia da Silva, desde a criação do Prêmio Jovem Cientista foram inscritos mais de 15 mil trabalhos. “Atualmente a premiação alcança 25 mil escolas de ensino médio e 2.300 instituições de ensino superior”, completa.

terça-feira, 8 de junho de 2010

As Três Coisas Mais Importantes da Minha Vida

O texto a seguir foi escrito no dia oito de setembro de 2008, durante uma atividade avaliativa da disciplina Língua Portuguesa e Comunicação Social, ministrada pela divertidíssima (e animadíssima) Nair Maria di Oliveira (sim, di mesmo, e não de). Apesar dos dias corridos, do tempo gasto, das mudanças inevitáveis no meu coração, personalidade e mente, muita coisa ainda continua igual... mas ainda há MUITO, MUITO, MUITO para melhorar!

Quais as três coisas mais importantes da minha vida? Essa dúvida me inquieta... Quem ou o que é realmente importante para mim? Tentando encontrar essa resposta, penso no meu dia a dia, folheio o passado, planejo o futuro. Depois dessa breve reflexão, concluo que a FÉ, o AMOR e a ESPERANÇA são as três coisas mais importantes da minha vida. Nesses princípios tenho tentado a cada dia pautar minhas ações, procurando interferir positivamente na vida daqueles que me rodeiam.

Em Hebreus, capítulo 11 versículo um está escrito que “... a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.” Tenho confiado nas promessas de Deus para a minha vida. Creio em um Deus Todo Poderoso no qual muitos não querem (não podem ou não conseguem) depositar a sua fé. É preciso escolher ver o invisível para acreditar. E para enxergá-lo precisamos nos apresentar “com verdadeiro coração em inteira certeza de fé.” (Hebreus 10.22)

A fé tem me dado forças para acreditar e esperar na realização dos meus sonhos. Os problemas e as angústias, comuns a todos, muitas vezes me afligem, tentam me fazer desistir. No entanto, espero no Senhor com paciência, sei que Ele tem colhido minhas lágrimas, escutado meu clamor e “ainda mais um poucochinho de tempo, e o que há de vir virá, e não tardará.” (Hebreus 10.37)

Minha maior esperança, porém, não está na realização dos meus sonhos, mas no cumprimento de promessas direcionadas a toda a humanidade. A você que parou tudo e dedicou alguns momentos do seu dia, da sua vida, a essa leitura.

O amor tem aumentado a minha fé e renovado as minhas esperanças. “Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (1 Coríntios 13.7) É o amor que me permite compreender meu próximo, mesmo quando este assume posição antagônica a minha.

Permanecem, portanto, a fé, a esperança e o amor, mas o maior destes é o amor. O cumprimento da lei é o amor, não apenas o dispensado àqueles que têm carinho por mim, mas aos que têm feito meus olhos chorarem ou àqueles que por motivos alheios à minha vontade também já fiz chorar.

Assim, se o meu “inimigo tiver fome, devo dar-lhe de comer, se tiver sede devo dar-lhe de beber”, somente dessa maneira, poderei fazer a diferença na sociedade atual, cada vez mais egoísta e individualista.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Para começar, (rápidas) apresentações


É bom saber sobre os outros. O que fazem, pensam, como se divertem e até se irritam. Mas a sensação de mostrar como VOCÊ é, o que pensa, como se diverte e o que te irrita não é nada prazerosa, pelo contrário, DESCONFORTÁVEL. É com essa sensação que inicio os trabalhos no “Palavras apenas, palavras pequenas”. No entanto, manter um blog já estava nos meus planos (nos mais distantes, talvez), faltava uma forcinha e a disciplina webjornalismo se encarregou disso. Então... vamos lá!


Meu nome é Diene Batista (tá, você já leu isso no perfil... eu sei), tenho 19 anos (também tá lá no perfil), sou estudante de Jornalismo da PUC Goiás (opa, novidade!). Se ao ler o título do blog você se lembrou da música Palavras ao vento, interpretada pela Cássia Eller, acertou! Sim. O nome é baseado na canção, mas ela não é a minha preferida... não, não, não. Histórias do colégio que foram desenterradas junto com a proposta desse trabalho.


Palavras, palavras, palavras. Mil conseguem descrever uma imagem? Não sei. Às vezes apenas uma é suficiente para desfazer relações, construir histórias, magoar corações ou conquistá-los (um sorriso também ajuda... kkkk).


Palavras, palavras, palavras. Escritas, cantadas, desordenadas, didáticas, eruditas, populares. Palavras, palavras, palavras. Em prosa, poesia, crônica, crítica, notícia, reportagem, artigo de opinião...Ufa! É isso que você vai encontrar aqui.