sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Missionários Redentoristas




Colocar fim aos desmandos financeiros e disciplinares que estavam ocorrendo no Santuário do Divino Pai Eterno, em Trindade. Era esse o objetivo do Bispo de Goiás, Dom Eduardo Duarte Silva, ao procurar uma congregação religiosa administrar o local. Depois de muitas buscas, os redentoristas da Alemanha aceitaram cuidar do local. Eles chegaram a Goiás em 1894 e passaram a morar em Campinas. “A atuação deles foi muito forte no sentido de trazer desenvolvimento para o lugar, principalmente na questão social”, lembra Walmir Garcia.



Segundo o pároco da Matriz de Campinas, os missionários possuíam conhecimentos em várias áreas. “Os irmãos eram arquitetos, escultores e tentavam passar o que sabiam às pessoas que moravam na região”. Foram os redentoristas quem construíram a primeira usina hidrelétrica, introduziram a primeira motocicleta em Goiás, o primeiro telefone interligando Campinas e Trindade e a primeira água encanada, usada no convento.



Em 1921, a pedidos dos redentoristas, a Congregação das Franciscanas funda o Colégio Santa Clara. “A finalidade era ter uma instituição com internato para meninas, porque os redentoristas se preocupavam com a falta de escola no interior”, explica a irmã Maria Celeste. “O Colégio deveria oferecer formação integral para a vida, para Deus e para a sociedade”, completa. Em 1948, o Santa Clara passou a receber meninos. No ano de 1967, o regime de internato chegou ao fim.



De acordo com a irmã Maria Celeste Borges, quando chegaram a Campinas, as irmãs foram hospedadas na casa do senhor João Dias, que pertencia a uma família importante da região. “Existe uma relação de apoio e amizade mútuo entre o Santa Clara e a população de Campinas”, analisa. Ela destaca que o Colégio sempre teve uma enorme influência educacional em Goiás, mas acabou perdendo o lugar como ponto de referência depois da mudança da capital. “Nossas ex-alunas sempre brilharam na sociedade, na política, como mães de família e como catequistas.”

“Vi Goiânia nascer”








Hélio de Oliveira, considerado o primeiro repórter fotográfico de Goiás, viveu esse período de transição. “Mudamos de Buriti Alegre porque meu pai era construtor e achou que a construção da nova capital seria uma oportunidade para ganhar dinheiro”, relembra. “Vi os caminhões trazendo móveis e documentos velhos da Cidade de Goiás”, conta o fotógrafo.

Osório de Oliveira, pai de Hélio, foi o proprietário da primeira loja de material de construção em Campinas, a Progresso Goiano. Atleticano, acabou se tornando um dos fundadores do Goiás Esporte Clube depois de desentendimentos no Dragão Campineiro. O fotógrafo afirma que a Avenida 24 de outubro, famosa por causa do comércio popular, já existia antes da mudança da capital. “Ela se chamava Amazonas, depois ganhou esse nome, que ao contrário do que pensam não tem nada a ver com o batismo cultural de Goiânia, e sim com o aniversário da Revolução de 1930”, esclarece.

A ex-professora e ex-diretora do Colégio Santa Clara, irmã Maria Celeste Borges, 92 anos, chegou a Campinas aos 10, em 1928. “Campinas era uma aldeia. Havia quatro famílias importantes. A do Licardino, que foi prefeito da cidade, a do Honestino, um farmacêutico, e do Francisco Bibiano e a do Coronel José Rodrigues”, enumera. “Vi Goiânia nascer. Acompanhamos tudo desde a primeira missa. A população aceitou com alegria a idéia da mudança. Houve uma grande generosidade dos fazendeiros que doaram o terreno de suas fazendas para construção”, relembra.

De acordo com Hélio de Oliveira, Campinas era uma típica cidade do interior. “Colocávamos a cadeira na porta de casa e apreciávamos as pessoas passarem.” A praça Joaquim Lúcio servia como local de encontro. “Era animadíssimo. Muitos namoros começaram por lá”, diverte-se.

Duzentos anos da Campininha


A história da cidade que se transformou em um dos bairros mais importantes de Goiânia. Duzentos anos depois da sua fundação, Campinas sofre com falta de áreas verdes e problemas no trânsito.


Sexta-feira, dez e meia da manhã. Enquanto a paulista Maria José Silva, 67 anos, entra pela primeira vez na Matriz de Campinas, a vendedora Zuleika Medeiros, 32, cumpre um ritual que aprendeu com os pais ainda na infância: dedicar um tempo durante a semana para rezar naquela igreja. “Muitos padres da minha época de criança ainda estão aqui”, conta a jovem, freqüentadora das novenas realizadas no local, que também funciona como Paróquia Nossa Senhora da Conceição e Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. “Achei interessante porque em São Paulo temos uma cidade que se chama Campinas e em Goiás um bairro é que tem esse nome”, compara a professora Maria José.


Talvez a paulista não saiba, mas a igreja Matriz que ela conheceu tem papel fundamental na história do setor, que em julho completou 200 anos de fundação. “O bairro nasceu em torno da capela em louvor a Nossa Senhora da Conceição”, explica o pároco da Matriz de Campinas, Walmir Garcia. De acordo com ele, em 1810 o fazendeiro Joaquim Gomes da Silva Gerais fixou residência e iniciou a povoação do local. O verde da campina e o Rio Meia Ponte foram fundamentais para que a região começasse a ser habitada. Ao grupo que saiu de Pirenópolis rumo a Anicuns em busca de ouro se juntaram famílias de Santa Luzia, onde hoje é o município de Luziânia, e Bonfim, que atualmente é a cidade de Silvânia.
Em 1824, além de uma praça e da capela, Campinas contava com onze casas. Em 1885, o arraial não chegava a sessenta moradias. Atualmente, mais de quinze mil pessoas vivem no setor. Elevada à categoria de freguesia em 1853, Campinas passa a ser uma vila apenas 54 depois, em 1907. Sete anos mais tarde vem a emancipação. Em 1935, a criação da nova capital transforma a Campinha das Flores em mais um setor de Goiânia.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Muito a aprender, mas sem desanimar






Participar da V Feira de Comunicação e Informação (Feicom), do II Seminário Mídia e Cultura e IV Seminário Mídia e Cidadania deixou uma lição importante, lembrada de maneira cirúrgica pelo professor de Projeto e Empreendedorismo da PUC Goiás, Antônio Carlos Cunha, em uma conversa informal. Ainda há muito para a aprender enquanto acadêmico, mas isso não é motivo para desanimar.
São em eventos como esses, onde há uma interação entre teoria e prática, graduação e pós graduação, que o aluno consegue perceber pontos fracos e fortes da formação adquirida até agora. É preciso ler mais e valorizar momentos de discussão que às vezes passam despercebidos. É necessário ainda que haja maior parceria entre as Universidades e Faculdades de Goiânia que tem o curso de Jornalismo ou Comunicação Social.
O número de alunos da Católica no evento deixou claro que é preciso repensar essas relações. A quantidade de estudantes da própria Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia também mostrou que o desinteresse pelos debates promovidos pelas Instituições de Ensino Superior é bem parecido, tanto nas públicas quanto nas particulares.
A organização do evento deixou a desejar, e talvez esse fator tenha contribuído para a baixa quantidade de participantes em algumas programações da Feira e dos Seminários. A falta de comunicação em um evento de Comunicação se manifestou em vários momentos. Começando pela divulgação. Teve gente que descobriu só no último dia de inscrições que alunos poderiam inscrever trabalhos. Uma falha dupla, de organização e acadêmicos, resolvida com a prorrogação do prazo em uma semana.
Outro problema: um evento que unia Graduação e Pós Graduação não tinha telefone para contato. Tudo era (ou deveria ser) resolvido pela Internet, através de e-mail ou blog. Deveria. Porque algumas dúvidas foram resolvidas só na hora do credenciamento, outras já no final do evento. Ao ligar na secretaria da Facomb, o participante era informado de que lá não tinha nenhuma Informação.
Em vista disso, participar da Feicom foi uma experiência que propiciou crescimento e amadurecimento acadêmico muito grande, além de uma descoberta fenomenal. Apesar do medo e das situações inusitadas provocadas pelos macacos que habitam o Campus Samambaia, os primatas são o menor dos problemas.




Eternal Flame

Tanta coisa em tão pouco tempo e tão pouco tempo para escrever sobre tanta coisa!
Eu posso escrever sobre todas as coisas?
O que não dá para escrever a gente canta... então aproveite o vídeo, indicação de um amigo.



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