terça-feira, 29 de março de 2011

Amor à vida


Acho que o relógio marcava 14h e alguns minutos. Estava no estágio. Na tela do computador uma matéria qualquer da Folha.com. Do lado direito da página, a foto de José de Alencar chamou minha atenção. Resolvi clicar, afinal, para quem está cursando a disciplina Jornalismo Literário e Livro-Reportagem, qualquer livro atrai a atenção. Propaganda da obra “Amor à Vida”, biografia do ex-presidente dos dois governos Lula, escrita pela jornalista Eliane Cantanhêde. Não consegui (re) encontrar o link da Folha, mas nessa página do Portal G1 você pode conferir o texto que eu li pouco antes da morte de Alencar.

http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/03/encontrei-o-meu-vice-leia-o-primeiro-capitulo-da-biografia-de-jose-alencar.html

Minutos depois, a notícia chega à minha sala: “José de Alencar morreu.”

segunda-feira, 28 de março de 2011

Salmo 63

(Salmo de Davi quando estava no deserto de Judá)


O Deus, tu és o meu Deus, de madrugada te buscarei; a minha alma tem sede de ti;


A minha carne te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água;


Para ver a tua força e a tua glória, como te vi no santuário. Porque a tua benignidade é melhor do que a vida, os meus lábios te louvarão.


Assim eu te bendirei enquanto viver; em teu nome levantarei as minhas mãos.


A minha alma se fartará, como de tutano e de gordura; e a minha boca te louvará com alegres lábios.


Quando me lembrar de ti na minha cama, e meditar em ti nas vigílias da noite.


Porque tu tens sido o meu auxílio; então, à sombra das tuas asas me regozijarei.


A minha alma te segue de perto; a tua destra me sustenta.


Mas aqueles que procuram a minha alma para a destruir, irão para as profundezas da terra.


Cairão à espada; serão uma ração para as raposas.


Mas o rei se regozijará em Deus; qualquer que por ele jurar se gloriará; porque se taparão as bocas dos que falam a mentira.

sexta-feira, 4 de março de 2011

(Des)

Me sinto tão viva quando leio. Sinto o cheiro de tempos passados. Da devoração de diversos livros. Me distancio das sensações hoje tão intensamente vividas e que, naquela época, ainda não havia experimentado. Me sinto perdida. É como se o meu mundo começasse a se fechar. Como se eu estivesse presa em um lugar cinzento, uma caixa sem nenhum local para escapar ou mesmo para respirar. Sinto os reflexos dessa tensão. (Des) Concentração. (Des) Conserto. (Des) alinho. Coração bate devagar. A respiração falha. Eu não estou mais aqui. Eu quero fugir. Eu só quero descansar.