terça-feira, 19 de abril de 2011

Meu eu

Do meu silêncio brotam palavras, pensamentos, reflexões, introspecções, conflitos, dúvidas, angústias.
Eu. No meu mundo particular. Na minha esfera.
No meu silêncio.
Estou aqui, mas aqui não estou.
Do meu silêncio brotam palavras, pensamentos, reflexões, introspecções, conflitos, dúvidas, angústias.
Brigam.
Sussurram.
Uma queda de braço aqui. Uma rasteira ali. Perguntas. Perguntas. E mais um pouco de perguntas.
No entanto, as respostas não nascem, não conseguem brotar.
Com as perguntas, emerge a dor das dúvidas.
Emerge a certeza das incertezas e a dúvida de que caminho seguir.
A seguir, se segue uma música ininteligível.
Uma batuque.
Uma voz.
Um acorde.
E eu, finalmente, entro na dança.
Não para dançar, mas para observar.
Danço. Danças. Dançamos.
Mas a dança não tem fim.
Os conflitos brotam, as angústias os acompanham.
A confusão de instala.
E nesse jogo de querer e não querer, ir, voltar, deixar, retomar.
Eu, sim, sou apenas um eu.