quinta-feira, 21 de julho de 2011

Textualizar para refletir

Respondo com vagos "pois é". O olhar cada vez mais distante, retraído, tímido e reticente. Preguiça de justificar faltas, falhas, erros. Não há necessidade. Recorro a minha memória, verifico meu dia a dia e vejo que, de fato, não é preciso dizer nada. No peito, aflora a angústia costumeira dos momentos em que não há o que fazer. Ou melhor, dos momentos que eu não sei o que há de ser feito. Procuro uma resposta concreta, padrão. A receita para o bolo. Preciso achar minhas próprias respostas, construir meu próprio caminho. Deixar que a chama nunca se apague. E a procura dessas respostas me deixa assim: escrevendo. Saco o bloquinho, um papel qualquer, uma caneta que insiste sempre em estar ao meu lado. Ali, aqui, acolá, em qualquer lugar sinto a necessidade de textualizar. Trabalham agilmente. Caneta, às vezes lapiseira. Seja o que for, desliza sobre o papel, às vezes branco, às vezes com linhas que guiam a direção das minhas palavras. Eles, os outros, me olham. Louca, estranha? Estranha, louca? Só a menina que sempre escreve. Esboço um leve sorriso, pensando nisso. Coração se torna leve. Amenidades povoam a minha cabeça. A cada vasculho no passado descubro um trauma. Sorriso leve torna-se pesado. Viro uma página. Removo, escavo, transporto os meus sentimentos de uma lugar a outro. E é incrível como algumas coisas insistem em repetir. Padrões que se confirmam. A receita do bolo que insiste em não existir. E é nesse ponto que começo a desconfiar da felicidade plena. Devo também desconfiar do sofrimento perpétuo? Insisto, então, em insistir e não desisitir.



(Escrito em 17 de maio de 2011, terça-feira)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Pausa

Dias intensos e uma pequena pausa no Jornalismo Científico para publicar esse post.

Os últimas 15 dias foram bem puxados. Não sei se é poético dizer isso, mas essa é a verdade. Nasda além da verdade.

SBPC. Quatro letrinhas que somadas a outras quatro, EBJC, acarretaram em muitas pautas, coberturas e experiências que  arrastam as fronteiras do fazer jornalístico e invadem a minha vida. Vida corrida, tempo enxuto.

Mas, mesmo com tantas novidades, valores antigos permanecem. E permanecem velhas dificuldades também, seriam defeitos?

Bom, isso é assunto para outro (s) post (s). 


Da esquerda para direita: Raíza Tourinho (Salvador), Flávia Gomes (Goiânia), Vinícius Maurício (Santos), Letícia Barros (Brasília), Nyana Duarte (Terezina), Eliena Monteiro (Manaus), euzinha, Maísa Oliveira (Viçosa), Marcelo Fiqueiredo (Santa Maria) 1º Turma EBJC - Foto: Wagmar Alves

domingo, 3 de julho de 2011

Voltei!

Olá,
Leitores, novos leitores, antigos leitores, leitores não-leitores.
O final de semestre foi muito, muito, muito, mas muito corrido.




E muito, muito, muito e-mo-cio-nan-te! Emoção que carrega conquistas, fim e começo de novas etapas, desafios, mais emoções, realizações.... Afinal, foi o Jornalismo que eu escolhi, não!? Ou será que foi ele quem me escolheu!? ;)