terça-feira, 20 de setembro de 2011

Jornalismo Científico: Cerrado - Água, Alimentos e Energia


 

Árvores pequenas e retorcidas, distribuídas esparsamente entre um tapete de gramíneas. Assim pode ser caracterizado o Cerrado, bioma típico do Planalto Central brasileiro. Entretanto, ele ultrapassa os limites dos Estados que compõe essa região, como Goiás, Tocantins e Distrito Federal, e ainda integra a paisagem de parte da Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, Rondônia e São Paulo. Ao todo, são 2 milhões de km² - quase quatro vezes o tamanho da Espanha - que recobrem cerca de um quarto do território do Brasil e chegam também ao norte do Amapá, Amazonas, Pará e, ao sul, em pequenas ilhas do Paraná.

O Cerrado é o segundo maior bioma do País, com biodiversidade que pode chegar a 5 mil espécies de plantas vasculares, sendo 80% de porte herbáceo ou arbustivo. Mas nem só de vegetação rasteira vive a chamada Savana brasileira. A paisagem do Cerrado possui uma grande variação entre a quantidade de árvores e ervas. O resultado é um cenário variado, que vai desde o campo limpo, com a vegetação dominada por gramíneas e sem a presença de elementos lenhosos, passando pelo cerrado fechado, o cerradão, que se assemelha com uma floresta, com grande quantidade de árvores e aspecto florestal. Há ainda formas intermediárias: campo sujo, campo cerrado e cerrado stricto sensu, classificadas de acordo com a densidade crescente dos arbustos. 

 
A preservação do Cerrado esbarra nas limitações impostas pela própria Constituição Federal.

A enorme biodiversidade do Cerrado abriu as portas para a exploração dos recursos vegetais. Plantas são usadas como alimentos, remédios e ornamentos. Entretanto, esse rico ecossistema também dá lugar, de maneira cada vez mais intensa, à pecuária e à agricultura. Há apenas 43% das áreas remanescentes desse bioma, das quais apenas 10% estão em locais de preservação permanente, como parques e reservas e 5% em unidades de conservação. Outras 7% encontram-se em território indígena e 21% em áreas particulares. Nesse contexto, equilibrar desenvolvimento econômico e conservação ambiental é imprescindível. Por ano, 2,6 milhões de hectares de Cerrado são desmatados. Se o ritmo da devastação se mantiver, em 2030 restará apenas 5% da área total original deste bioma, que caracteriza-se também pela concentração excepcional de espécies endêmicas.

Entretanto, a preservação do Cerrado esbarra nas limitações impostas pela própria Constituição Federal, que, no Capítulo VI Art. 225 tutelou, pela primeira vez, o meio ambiente, instaurando uma nova ordem jurídica de maneira a proteger a relação homem-natureza e, por conseguinte, a relação homem-homem. Porém, o Cerrado não recebeu a mesma atenção dispensada a Mata Atlântica, a Floresta Amazônica, ao Pantanal Matogrossense e a Zona Costeira, considerados patrimônios nacionais. Reconhecer perante a lei, a importância do Cerrado para o Brasil é fundamental para a preservação desse bioma que é a maior fronteira agrícola do país e possui, ainda hoje, fauna, flora e ambiente aquático pouco estudado


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

domingo, 11 de setembro de 2011

Na direção de Deus




Eu vou pisando cada passo
Sim, vou sem perder meu rumo
Eu vou na direção de Deus
Eu vou sem pressa de chegar
Sim, vou com Cristo ao meu lado
Eu vou sem nada a temer


Ele me faz andar em verdes pastos
E me faz repousar
Ele faz da jornada minha paz
E hoje sigo a cantar,
Eu sigo a cantar


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Uns medos

Um medo louco de uma falha qualquer.

Um medo que paralisa, imobiliza, inviabiliza: conquistas, sonhos, façanhas, vôos sobre si mesmo, vôos muito além de onde pensou que se chegaria. Um medo do "não vai dar certo" ou do "você não vai conseguir".


M+E+D+O = Medo = palavrinha feia, não!?





Uns medos. Medo rompido aos poucos, arrancado, dilacerado, amordaçado, vencido, sucumbido, abafado, sufocado.

Medo que dá lugar a um sentimento nada qualquer, que inunda o peito com aquela sensação de que vai dar certo. Que faz lágrimas rolarem saltarem dos olhos e percorrerem o rosto. Que faz lembranças emergirem.

Ouvidos desconectarem do medo do "não vai dar certo" ou do "você não vai conseguir".
E se conectarem no que de bom já se ouviu. Nas palavras que realmente importam e não nas que foram feitas para amedrontar.