terça-feira, 11 de outubro de 2011

Tardes de terça-feira



          O hálito quente do fim daquela tarde de terça envolve a moça. O agridoce da distância queima a sua pele, como se fossem raios de sol iluminando as estradas do coração. Em cada pedaço do corpo moreno, miúdo, reticente; ela sente o toque daquelas mãos. Ensinando, moldando, direcionando os caminhos da liberdade, que nunca experimentou, sentiu, viveu.
          O corpo que queima é o mesmo que dói, açoitado pela culpa, sentimentos irracionais, vontade de possuir o que ainda nem bem foi conhecido, tocado, plenamente sentido. Desejo de compartilhar o não compartilhado. Os olhos miram o nada. A mente leva a viagens fantásticas. O tempo promove um inesperado encontro. Diálogo: estabelecido, mantido, promessa de que a relação seguirá, que haverá troca de segredos, confidências.

(Re)Início, do ponto de parada?

(Re) Começo de algo que nem se sabe bem como começou?

Tardes de terça responderão.