sábado, 12 de novembro de 2011

12-11-2011


Sempre gostei de ler. Esse hábito foi, durante muitos anos, a válvula de escape do mundo emoldurado pelas tristezas e abandonos. Eu tentava esconder as dores de mim mesma e, por um tempo, até obtive êxito.

Nos livros, a fuga da luta diária, travada por uma melhora de vida que não chegava e ainda, por completo, não chegou. Mesmo sem forças ou plena consciência do que acontecia lutava, rosnava, avançava, sofria: calada, gemendo. Escondendo o choro e segurando a lágrima.

Era triste e desoladora aquela sensação de insegurança. Da falta do que nunca se teve. Dor personificada pela família mutilada. E ali, nos livros, eu me escondia. As mutilações nunca receberam próteses. E prosseguiram.

É o ponto-chave. Prosseguiram e neste momento acontecem, de novo e mais uma vez. Falta um pedaço, uma alegria, uma razão. Falta o entendimento. Por que? Eu retorno, então, para o hábito antigo: os livros.

domingo, 6 de novembro de 2011

Domingo (parte 2)

Cinco para as dez da noite. 22 horas. Daqui a duas o dia acaba e começa um novo dia, o segundo dessa semana, que promete! Promete. Espero que cumpra. As emoções, as realizações, o amadurecimento diário, a consciência do que se é e do que não se quer ser.
Vamos à luta!

Domingo

Manhã de domingo. Quase começo de tarde. Um dia todo pela frente (com uma noite de trabalho no pacote). Domingo. Dia de alegria. Vamos ver... E é incrível como a gente nem pensa muito no que vai acontecer daqui há três horas, seis horas, 10 horas. É melhor pensar no que irá acontecer daqui há um ano, dois, três, cinco, no mestrado e no doutorado. Mas vamos terminar a monografia primeiro, não!? E viver intensamente o 2011 até o seu final. Até um 31 de dezembro que reserva não sei o que, mas que reserva alguma coisa que pode definir minha vida daqui há um, dois, três anos, dias, vidas, felicidades, tristezas e fracassos. Definir o mestrado e o doutorado e outras coisas que ficaram para trás, porém não menos nem mais importantes. É confuso, eu sei. Eu sei que é confuso.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Apenas um pouco de Paz



Tristeza crônica. Coração doente, partido, abandonado. Só preciso de um abraço. "Não se afobe não, que nada é pra já. Amores serão sempre amáveis. Futuros amantes, quiçá". Na humildade. No sapatinho. 'Vamo', que 'vamo'! Rumo à vitória. Na monografia, na vida, nos amores. No amor Maior, mais verdadeiro, mais importante, mais real. Na profissão. No que mais vier. Em busca, contudo, de apenas um pouco de Paz.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011