sexta-feira, 30 de março de 2012

"Com o amor que eu um dia deixei pra você"



Futuros Amantes
Chico Buarque


Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar

E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos

Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização

Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você

sábado, 24 de março de 2012

Sinal de bom agouro


Sonhar com o "namoradinho de infância" no final de duas semanas tensas não tem preço! Em especial quando esse "namoradinho" te enche daquilo que você mais precisa no momento: abraços! Fortes, apertados, acolhedores. Daqueles que tiram você do limbo, do quarto escuro, dos loops sem fim, das reflexões desmedidas. Sinal de bom agouro!? Espero! Dias tensos, previ. Dias tensos, prevejo. Dias e dias... E aí vem um sonho e tira não sei de onde alguém que está onde não sei. 


Abraços! Daqueles que tiram você do limbo, do quarto escuros, dos loops sem fim, das reflexões desmedidas.

sexta-feira, 9 de março de 2012

quinta-feira, 8 de março de 2012

TPME

TPME: Tensão Pré-Matéria Especial
Quem nunca?
Depois posto o texto completo ;D

Agente transformador

Por Diene Batista 

“Em muitos casos são o principal agente da transformação. Temos visto o debate em torno da liberalização da maconha e a juventude é a principal protagonista”, exemplifica Sofiati.
Antes, o caminho parecia definido. Com a conclusão do ensino médio, o jo­vem ingressava na faculdade, e o a­madurecimento propiciado pela experiência e também pela entrada no mercado de trabalho decretava a saída definitiva da casa dos pais e, por conseguinte, a formação de um novo núcleo familiar.


A precocidade dos jovens, no entanto, deixa claro que algumas pedras surgiram nesse caminho, que, de acordo com o sociólogo Flávio So­fiati, tem sido dificultado por vários fatores. Entre eles, a educação deficitária, a falta de emprego e o envolvimento com das drogas, que ultrapassa o sentimento de experimentação presente na juventude. “Estar à margem da sociedade contribui com a fuga para os entorpecentes”, analisa.

Ele ressalta que a conduta do jovem é um reflexo da sociedade, que, atualmente, passa por uma crise em diversas dimensões: econômica, política, cultural e afetiva. “É a juventude que sofre esses impactos. Quando o índice de desemprego é alto em um país, por exemplo, normalmente, os mais afetados são as pessoas nessa faixa etária”, compara.

Sofiati alerta, no entanto, que os jovens não podem ser vistos como um espelho do meio em que vivem porque não apenas recebem os impactos do status quo, mas contribuem para as mudanças geradas na sociedade. “Em muitos casos são o principal agente da transformação. Temos visto o debate em torno da liberalização da maconha e a juventude é a principal protagonista”, exemplifica.

O sociólogo lembra que as novas tecnologias possibilitaram o acesso fácil a informação, assim, o jovem pode comparar os ensinamentos que recebe em casa com aquilo que está disponível em outros meios, como a internet. “A perspectiva atual de individualização conduz o jovem para um cenário de eleição daquilo que melhor lhe agrada, lhe convém e que melhor combina com os seus sentimentos”, afirma.

A mudança de configuração da família brasileira também impõe novos desafios. “Hoje em dia é comum filhos de pais separados, adolescentes e jovens que convivem com duas famílias, a nova família do pai e da mãe.”

Sexo e drogas
Liberdade reivindicada e experimentada por meio do uso de drogas e do sexo. Para Sofiati, o uso excessivo de entorpecentes e pratica sexual desenfreada são fruto de uma so­ciedade hedonista e ego­cêntri­ca, permeada por indivíduos que buscam o prazer pessoal em detrimento do bem co­mum. A juventude, de acordo com ele, foi ensinada pela própria sociedade a agir assim.

“Os jovens não são um problema social. Na verdade, é a sociedade que não tem conseguido resolver os seus problemas centrais, mantendo a juventude marginalizada por um sistema que não sabe incluir.” A saída seria exigir dos adultos a inclusão daqueles que ainda não fazem parte do mundo contemporâneo.

No entanto, para que isso ocorra, é preciso compreender o jovem como um ser autônomo, que vivencia uma fase de profundas transformações em sua vida, especialmente ao passar da puberdade para a adolescência. “Desse modo, vale mais o diálogo e convencimento do que o castigo e violência”, ensina Sofiati.

Ele ressalta que o problema da sociedade atual não é o ingresso precoce na vida sexual ou o uso de drogas, mas a cultura hedonista que impera não só no universo jovem, mas em todo o mundo moderno. “Muitos excessos devem ser repensados na vida urbana: de trabalho, e de consumo, de busca por dinheiro e por poder.”

A cultura da competição também deve ser combatida. O sociólogo acredita que a pressão exagerada para que o jovem seja sempre melhor do que os outros de sua idade não é saudável e pode atrapalhar a sua formação. Ele compara a situação vivida atualmente com as crises ultrapassadas pelas sociedades mais remotas, “que permaneceram de pé porque cooperaram”.

Dessa maneira, se integrado, o jovem pode contribuir com a sociedade. “Suas potencialidades estão sendo mal aproveitadas. A juventude é vista como problema, mas, em muitos casos, pode ser a solução”, defende Sofiati. Ele cita as empresas de desenvolvimento de novas tecnologias da informação, como Apple e a Microsoft, como exemplos de integração.

“Em seus setores de criação, a maioria dos funcionários são jovens. Mas no Congresso Nacional, por exemplo, quantos jovens representam as novas demandas sociais?”, questiona. O sociólogo critica ainda o desinteresse do poder público pela juventude. De acordo com Flávio Sofiati, caberia a esse setor da sociedade garantir a integração do jovem, por meio de educação de qualidade e do ingresso no mercado de trabalho.

Amor e ódio
Mães, empresários e estudantes. Os jovens não são precoces apenas na iniciação da vida sexual, nos negócios e nos estudos. Pesquisa realizada por professores da Uni­ver­si­dade Federal de Santa Ca­ta­rina (UFSC), aponta que, no contexto das relações afetivas, a juventude também age de maneira prematura. Pelo me­nos no quesito violência.

De acordo com o trabalho, que investigou as relações afetivo-sexuais de “ficar” ou namorar entre jovens de 15 e 19 anos, estudantes de escolas públicas e particulares de 10 capitais brasileiras, as meninas são as principais vítimas e agressoras de violência verbal. Já no quesito violência física, que inclui chutes, tapas, puxão de cabelo e empurrão, os me­ni­nos são os maiores agredidos: 28,5% das garotas admitiram agredir fisicamente o parceiro, enquanto 16,8% das meninas fazem o mesmo.

Quase 30% dos entrevistados disseram chantagear o parceiro, seja provocando medo, seja ameaçando destruir algo de valor. Mais de 24% admitiram ser vítimas dessa prática. As meninas ameaçam mais do que os garotos: 33,3% das garotas consultadas assumiram a prática, enquanto 22,6% dos meninos disseram chantagear as parceiras. O estudo, realizado entre 2007 e 2010, a pedido do Centro Latino-Americano de Estudos da Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/Fiocruz), foi publicado pela Editora Fiocruz, no livro Amor e violência.


Publicado na editoria Comunidades, da Tribuna do Planalto

sexta-feira, 2 de março de 2012

Nada divertido

E aí você entra quase que em "pânico" ao perceber que quem já tirou tanto de você pode arrancar mais lágrimas, provocar mais dor e mais sofrimento. Não. Eu não vou deixar. Dessa vez não. As lágrimas que caíram, as noites sem dormir, os dias sem comer ou beber água valeram a pena e serviram,  MESMO, como aprendizado. =D