sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Ode aos mortos

Corto meus pulsos e a vida já não pulsa mais.
Envolvo meu pescoço com uma corda e ponho fim ao que já deveria ter acabado.
Sufoco esses pensamentos.
Já estiveram tão próximos e, agora, me assombram apenas como um vulto.
Eu quero ficar só. Mas não consigo.
Eu quero ficar junto. Também não.
Meu morto faz aniversário amanhã.
Dupla comemoração que embrulha meu estômago e arranca minhas forças. 

domingo, 27 de outubro de 2013

Salvo, uma história de amor e máfia

 
 
 
"Mais importante é a vontade de escapar de um mundo que não te deixa muita opção, as decisões difíceis que cedo ou tarde deverão ser tomadas, a ruptura do confortável em nome do correto, a mudança que deve partir de cada um e, sobretudo, o amor que surge apesar de tudo."
 
Leia mais aqui.

domingo, 13 de outubro de 2013

Ciúme

Corrói-me este ciúme;
Companheiro fiel nas noites solitárias;
Receio que se agarra ferozmente a minha garganta;
Dor que se espalha pelo meu peito;
Arranca meu sono;
Cruel monstro, destrói a minha paz.

Os jornais

Deitada em minha cama, leio o exemplar do Rascunho que me pertence. Lembro dos comentários de colegas, no começo do curso de Jornalismo, em 2008, exaltando que a afinidade com o jornal – o veículo de comunicação – começava pelo cheiro. Emudecida, apenas sorria. Nunca fui boa com cheiros. Na verdade, meu nariz é cego e meus olhos também não são dos mais saudáveis. Eis (mais uma) encruzilhada da vida. E eu, a menina que não sente cheiro de jornal, tento encontrar as palavras perdidas.

sábado, 12 de outubro de 2013

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Linha do tempo

Aos oito, seu coração quebrou.
Seu mundo caiu.
Ela se foi.
Para nunca mais voltar.
Separados, só voltaria a ver outro laço de sangue - e de amor - uma década depois.
Aos 21, nossos caminhos se cruzaram.
Páginas de amor – e outras coisas – começaram a ser escritas.
Eu choro.
Em desespero, peço a Ele que me ajude ser luz na vida de quem muito já sofreu.
Peço também que estejamos juntos, até depois do final.


Para você, que eu amo, admiro e respeito.

domingo, 22 de setembro de 2013

Ressurreição

Na linha do tempo, o duelo entre a vida e a morte.
Os avisos do desespero.
Os pedidos por uma ajuda que não depende da nossa vontade, mas da d'Ele.
Os recados de que tudo está quase perdido.
Quase!
Hoje, finalmente, a felicidade e o agradecimento.
A alegria em vê-la viva, alegre, esperançosa.
O reconhecimento de quanto ela é amada por Ele, por nós.

 
Para você, que ama quem eu amo.

domingo, 25 de agosto de 2013

Decisão

Vítima de um jogo voraz, sangro.
Encurralada, penso em recuar, mas decido ir até o final, que não conheço qual é, mas sei que quero estar lá. 
Vejo lágrimas serem derramadas. 
Pareço ser a principal causadora do sofrimento alheio.
E o meu sofrimento, quem vê?
Quem viu nos últimos longos dias, meses, anos?
Quem viu sabe o porquê de tudo isso.
Quem viu sabe porque estou 'easy'. 
Venha, liberdade!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Te amo!




Às vezes se eu me distraio 
Se eu não me vigio um instante 
Me transporto pra perto de você 
Já vi que não posso ficar tão solta
que vem logo aquele cheiro 
Que passa de você pra mim
Num fluxo perfeito 
Enquanto você conversa e me beija 
Ao mesmo tempo eu vejo 
As suas cores no seu olho tão de perto 
e me balanço devagar 
Como quando você me embala 
O ritmo rola fácil 
Parece que foi ensaiado 

E eu acho que eu gosto mesmo de você!!!
Bem do jeito que você é!! 

Eu vou equalizar você 
Numa frequência que só a gente sabe 
Eu te transformei nessa canção 
Pra poder te gravar em mim 

Adoro essa sua cara de sono 
E o timbre da sua voz 
Que fica me dizendo coisas tão malucas 
E que quase me mata de rir 
Quando tenta me convencer 
Que eu só fiquei aqui 
Porque nós dois somos iguais 
Até parece que você já tinha 
O meu manual de instruções 
Porque você decifra os meus sonhos 
Porque você sabe o que eu gosto
E porque quando você me abraça 
O mundo gira devagar 

E o tempo é só meu 
Ninguém registra a cena de repente
Vira um filme todo em câmera lenta

E eu acho que eu gosto mesmo de você 
Bem do jeito que você é 

Eu vou equalizar você 
Numa frequência que só a gente sabe 
Eu te transformei nessa canção 
Pra poder te gravar em mim 

Eu vou equalizar você 
Numa frequência que só a gente sabe 
Eu te transformei nessa canção 
Pra poder te gravar em mim

Link: http://www.vagalume.com.br/pitty/equalize.html#ixzz2bnvJrIqo

sábado, 27 de julho de 2013

E o que mais se pode querer?

E livres para viver...


Porque você me fez melhor

 


Deixo a janela aberta pra te ver melhor
Busco a palavra certa pra te ver melhor
Tu sabe que a minha meta é só te ver melhor
Te fazer melhor, porque você me fez melhor
(...)
Mas das minhas paixões você foi a maior
E o pior, é que dos amores você é o melhor


É diferente

Leio escritos antigos e me entristeço ao perceber o quanto já errei. Tenho medo de apostar errado novamente e, admito, às vezes ainda fico paralisada. Mas é diferente. Outros até trouxeram luz, mas logo a esperança, apagada, se transformou em tristeza, abandono e solidão. Sei que, como escreveu Projota, estamos passando longe desse "um lance é um lance." Meu, minha, seu, sua. Companheiros, apenas. Você sabe o lugar que ocupa em minha vida - o topo - e eu sei bem sei onde estou na sua. ;)
 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Pausa, silêncio e som

Meu coraçãozinho rendido está.
Seus sons e suas rimas estão em mim.
E eu, finalmente, sou sua, apenas sua.
Você é meu, não é?
Agora, as coisas funcionam assim...

As novas datas, todas nossas.
Juntos, até depois do final.


Para você, que eu amo.

Já é!

 

sábado, 13 de julho de 2013

Amor, apenas

 
Para você, que eu amo, respeito e admiro
 
 
Nossa história começou em um domingo cinza, nas esquinas da internet. Encanto mútuo aconteceu e nos uniu. Agora, loucos - como você sempre diz - sonhamos com um futuro que redimirá nosso passado. Às vezes, ainda choro, mas já expliquei o porquê: é Amor, apenas. E, em meio a lágrimas de felicidade e ao êxtase de um sentimento tão lindamente correspondido, enfeito uma folha de papel com corações que já não combinam mais com dias cinzas. A felicidade voltou. E não vou mais soltá-la.
 


Essas rimas reais



Ce vê como isso é diferente, tão diferente
Gostar de quem gosta da gente
Logo se sente que isso vai dar certo, com certeza já deu
Só de ter te conhecido minha vida já valeu


E só quem vive um negócio assim sabe... Porque eu digo sim
Meu sentimento nem cabe dentro de mim
Por isso que eu te escrevi essas rimas reais
Nosso romance agora vai ser trilha pra outros casais

E quanto tempo eu vivi sem você, só vaguei, sem saber
Conhecendo novos lares
Minha vida teve início depois de te conhecer
Antes disso eram só preliminares

Que passe o tempo, que se modifiquem mares
Que a paz se solidifique em todos os lares
Que após o carro a moda seja as astronaves
Mas que a nossa graça permaneça igual o programa do Chaves


Te quero em todos sentidos imagináveis
Com todos seus sentidos inigualáveis
Eu nem conheço amores inabaláveis
Mas sou guerreiro e vou lutar pra que o nosso seja o primeiro!

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Tua voz é a melhor coisa da cidade!


Do Amor


                                                                              E a razão é você!


Afinal, as cores voltaram.
No lugar da morte, vida.
Da desesperança, sonho.
Da solidão, companheirismo.
Nas madrugadas, alento.
Na nossa negritude, empatia.
No futebol, risadas e comentários de um moço "diferenciado".
No "eu te amo", reciprocidade.
Na poesia, finalmente, alegria.
Do encontro inusitado, o Amor.
Do Amor, nós.
Em cada "eu te amo", renascimento.
Alegria que merecemos.
E a culpa é toda dEle.



Para você, que eu amo.

Apreensão

“Só uma coisa me faz respirar, como respiraria uma montanha: profundamente. Não depender mais do coração alheio. Não olhar mais o relógio ou o celular com angústia, quando um atraso pode significar desaparecimento, tendo a esperança de que você irá receber uma ligação ou até mesmo uma mensagem, naquela hora, dizendo 'não se preocupe, eu estou bem!'… Não estar mais ligada por um fio invisível ou corpo externo, ali. Estou com saudades, saudades de sentir aquele alívio de que a dor passou, de que ela foi embora… da uma paz, uma calma! A dor da perda, pra mim, parece concreta, tem que passar pelo corpo, e sem falar que… as vezes a gente precisa de certos freios. Eu prefiro deixar meu corpo, e ter uma mente ativa, pra me impedir de fazer alguma coisa maior… a mim, ou a quem se aproximar de mim. Mas eu penso que, se deixar uma pessoa se aproximar de você, talvez seja a única forma de você esquecer! É curioso pensar que o mar, esteve aqui, o tempo todo, parado. Inteiro pra mim, e eu não compareci ao seu encontro. Toma qualquer forma, enlouquece-me, mas não me deixe nesse abismo, onde eu não possa te encontrar, ó Deus, é inexprimível, não posso viver sem minha vida, sem minha alma. A cada passo, cada movimento, eu percebi que tinha me tornado 'um livro branco', não havia mais nada escrito em mim. Só me lembro perguntando: será que esquecer, é a mesma coisa que ter perdido?”
Julia, Como Esquecer.

Leia mais aqui.

domingo, 7 de julho de 2013

O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário

 
 

1ª pessoa do plural

 
Alegria. Reciprocidade. Encontro. Amor. Amizade.
 
Cê sabe já tô na tua/ E não cabe tanta saudade essa verdade nua e crua
 
 
 
 
Pero hoy no hay nada mejor.
 

domingo, 30 de junho de 2013

Sete

Agora é lei: nada de amor unilateral nem esperança de palavras que nunca serão ditas.

Quando o suicído chega a nossa casa

 
Há quatro meses, no começo de uma ma­nhã de domingo, recebi a ligação de uma tia materna. Do outro lado da linha, ela parecia não acreditar nas próprias palavras: um dos seus sobrinhos, meu primo, havia se matado. Filho único, 24 anos, ele morava no interior de Goiás com a esposa e as duas fi­lhas, uma de quatro anos e outra de apenas dois. Era duplamente peão – em um frigorífico e nos rodeios, sua grande paixão.


Sorriso bonito no rosto, desde sempre me acostumei com sua fala galhofeira, sua defesa incondicional a meu favor, durante as brigas com outras primas, e com suas aventuras nas montarias: dos treinos às competições oficiais. Há alguns anos, chegou a se machucar, mas nada muito grave. Pensei, ao atender o telefone, que, novamente, se tratava de uma queda e de um ferimento que necessitaria de alguns cuidados.
 

Não acreditei e, mais de 120 dias depois, ainda não acredito que ele partiu. Por que ele partiu!? Por que ele fez da camisa que vestia arma contra o próprio corpo!? Vivo sua morte intensamente: do momento em que fui informada, passando pelo velório, que ajudei a organizar na pacata Marzagão, no sul de Goiás, até o sofrimento por ver sua filha mais velha contar aos conhecidos que ele estava apenas dormindo e que logo acordaria.
 

Os últimos meses têm sido de um luto velado, solitário e quase silencioso, não só para mim, mas para toda a família, já tão abalada por outra partida precoce. Vinte dois dias antes, outro primo havia falecido, aos 21 anos, vítima de um câncer devastador.  Agora, a morte me acossa por todos os lados. Dentro de mim, inclusive. Como quando soube do suicídio do jornalista Eduardo Hiroshi, 35, editor do caderno “Máquina” do jornal Agora São Paulo.


Em uma segunda-feira de maio, após uma manhã de trabalho no Grupo Folha, ele retornou a sua casa, no horário do almoço, e pôs fim aos seus dias pulando da sacada do apartamento. “Se não deu, é porque a vida nos reservava outros planos. Parto para outra e não sei o que vou encontrar”, escreveu, em uma breve carta de adeus.


Logo eu que há poucos dias havia produzido, para esta Tribuna, reportagem sobre luto e perdas inesperadas. Logo eu que, meses antes, havia participado de uma palestra sobre suicídio e conhecido, em detalhes, as dificuldades para prevenir a chamada morte autoinfligida. Mas o suicídio chegou a minha casa. Agora, sofro os reflexos de um episódio que poderia ter sido evitado.


Segundo estudo realizado pela Unicamp, 17% dos brasileiros, em algum momento, pensaram seriamente em dar um fim à própria vida e, desses, 4,8% chegaram a elaborar um plano para isso. Para a Orga­nização Mundial da Saúde (OMS), 90% dos casos de suicídio podem ser prevenidos, desde que existam condições mínimas para oferta de ajuda voluntária ou profissional.
 

A primeira medida preventiva é a educação. Tabu entre a maioria das religiões, o assunto precisa ser debatido e informações sobre o tema, compartilhadas. Mas na luta contra esse inimigo silencioso, ainda fracassamos muito. Fracassamos quando alguém decide morrer porque não consegue enxergar uma saída para seus dilemas. Fracassamos quando negamos atenção, cuidado ou alguns minutos de conversa que podem ser decisivos para apontar perspectivas a um coração desesperançado.


Fracassamos 26 vezes ao longo das 24 horas, segundo estimativas do Datasus, banco de dados do Sistema Único de Saúde (SUS): esse é o número de pessoas que tiram a própria vida em um dia. Faltam políticas públicas, qualificação para profissionais de saúde e sensibilidade para uma sociedade que, cada vez mais, nos impõe um padrão de felicidade inalcançável e cobra um alto preço por qualquer deslize.
 

As estatísticas mostram que o suicídio cresce não somente por questões demográficas e populacionais, mas também por problemas sociais que prejudicam o bem-estar de cada um e que estimulam a autodestruição. Fracassamos todos e, quando o suicídio chega a nossa casa, ficam as perguntas que nunca serão respondidas e uma saudade imensa e intensa.
 

No Brasil, a taxa de suicídio entre adolescentes e jovens aumentou pelo menos 30% nos últimos 25 anos. O crescimento é maior do que o da média da população, segundo o psiquiatra José Manoel Bertolote, autor de “O Suicídio e sua Prevenção”, em entrevista à Folha de S. Paulo.


A cada 40 segundos uma pessoa se mata no mundo, totalizando quase um milhão de pessoas por ano. De cada suicídio, de seis a dez outras pessoas são diretamente impactadas, sofrendo sérias consequências difíceis de serem reparadas. A dor diária insiste em argumentar que nunca serão. Resta o desejo de, como escreveu Nando Reis, “continuar aquela conversa que não terminamos ontem.”
 

Texto publicado originalmente aqui

Balanço final

Mês arrastado.
Passou como um verso que ninguém leu, parafraseando o que meu Amor "sonetou".
Passamos.
Os mesmos problemas não passaram.
Mas vejo - agora, sim - perspectiva de futuro.
Cheiro de futuro.
Futuro brilhante. Ou não. Mas futuro.
Já que a vida não vai devolver minhas fantasias, peço para ela pisar devagar.
Devagar, divagar.
Tem muita coisa pra postar aqui.
Coisas de um fim de semana especial, regado a leituras.
Solidão produtiva, rascunho.
Aguardemos.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Cause I love you, yes I love you


Fue un momento muy emocional ya que yo me encontraba al final de un gran amor y al inicio de otro.



Para ler mais, clique aqui.
Obrigada pela dica, #goldenboy

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Em vão




Vão embora, as pessoas. 
Sempre vão.
Sempre em vão, construo os laços.
Pergunto, educadamente, se eles podem ser mantidos.
Dizem que sim.
No fundo, falam não.
Sempre (em) vão...

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Das pequenas alegrias


\o/

O "texto lindo" que a @marcellaleal se refere pode ser lido aqui. 
Foi ótimo realizar essa cobertura... Uma incursão poética e temporal!





sábado, 8 de junho de 2013

Carrossel

 
 
 
Oito dias de mais um mês.
O carrossel gira.
Tem um "eu te amo" engasgado aqui.
Mas há também tanta coisa não dita...
Tenho medo.
Tento colocar ideias no lugar, modificar alguns costumes e desvencilhar de algumas pessoas.
Eliminá-los!
Choro. Está doendo.
Quando você vai parar de girar, carrossel!?
 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Dor, dor, dor. Angústia, angústia, angústia

"Se passa o dia, o tempo e conto as horas, e eu sem perceber
Que estou parado vendo o seu retrato, e não vou mais te ver
E vou tentando aceitar
As vezes fujo, corro de mim mesmo, canso e me esqueço de lutar
Sabendo que não posso ser tão tolo assim
Quando me vejo já estou cantando
Solto minha voz e desabafo enfim
Se o telefone toca, eu já sei mesmo que não é você
Se tudo que um dia me falou, eu vejo agora acontecer
Se a saudade aperta e eu não tenho nada a fazer
Se não apenas chorar
Não vou mais querer explicar, eu já sei
Alguém me soprou e falou
Tudo sobre você, e ainda eu vou te ver
Eu quero deitar e sonhar outra vez
Tocar, te ouvir, te sentir
E poder te dizer, como eu amo você"

Escute a música Sonhando, do Mr. Gyn, aqui.

Aprendiz de poetisa

Escrita, amor maior.
É nela que me revelo.
Escavo meu coração, exponho meus sentimentos.
Escrita revelada.
Ganho o pão, pago as contas.
Ela é tudo que eu sou.

Flores


Foto: De Carvãozinho para Júlia 

O secundário tornou-se fundamental.
Os papéis foram invertidos.
Flores e folhas para enfeitar.
Enfeitar o que, se nada mais resta?
Coraçãozinho emudeceu.
Silenciou.
Flores murcharam.
Folhas secaram.
A dor não cessou.

Goiânia,
21/05/2013

Fios II

Do encontro emergem fios e mais fios.
Onde eles chegarão?
Quero fios de amizade, apenas.
É o que pode conter a fúria atroz do nosso passado.
Não posso arriscar.

Goiânia,
20 de maio de 2013

Emudeci

"Minha fama não é das melhores. Os dias têm sido de tempestades. O tempo que corre é de pavor. Mas quais tempos não são de pavor?"

Leia mais aqui.

domingo, 26 de maio de 2013

As coisas não precisam de você

Tem cara de domingo a noite, mas já é madrugada e eu tenho muito trabalho por fazer...





O Hotel Marina quando acende
Não é por nós dois
Nem lembra o nosso amor
Os inocentes do Leblon
Não sabem de você
Nem vão querer saber
E o farol da Ilha
Procura agora

Por outros olhos e armadilhas
Outros olhos e armadilhas
Eu disse outros olhos e armadilhas
Outros olhos (outros olhos)
E armadilhas

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Fios


Seu passado não é passado.
É presente ainda presente. 
Por isso, não podemos ser futuro. 

Lembrança matinal


Mistério nunca desvendado. 
Ficamos assim.

Epiphanéia


Pensei em trocar de nome.
Evocar letras bonitas e com sonoridade aberta para marcar minha passagem por esse mundo.
Pensei também em inventar uma resposta para a pergunta "como vai?".
Não vou dizer que tudo está bem.
Mentiria.
Mas preciso ensinar para essas gentes que o mundo está longe de ser cor-de-rosa, azul e amarelo.
***
Qual seria o meu novo nome?
Quantas "eu" poderei ser?
Quantas vidas dentro de uma mesma vida?
Quantos recomeços?
Muitos, muitos e  muitos, é o que eu desejo, enquanto o que vai terminar - está escrito - não chega ao fim. 


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Desiludida desilusão


Quando eu penso no futuro, não esqueço o meu passado

Atrasada, mais uma vez, perdi a condução.
Meu tempo passou.
Não pude alcançar seu coraçãozinho.
Amizade ficou.

domingo, 19 de maio de 2013

Pedidos

Esconda-me em seu peito.
Abrace-me.
Traga-me para perto de você, como sempre faz.
Dessa vez, sem hora para acabar.
Sem compromissos para cumprir.
Sem contas para pagar.
Sem salário por receber.
Sem família para sustentar.
Sem dias atulhados de pendências.
Sem procrastinação, pegue-me, erga-me!
Rapte-me para sua vida!
Ame-me com urgência, com carinho, com afeto!
Faça-me ser mais do que já sou!
Compartilhe seu futuro comigo.
Chame-me pelo nome que inventamos: Júlia.
Diga aos outros quem sou eu.
Ignore o seu passado.
Também vou esquecer o meu.
Mas... não é tão fácil.

Erros


Já não tenho dedos pra contar...


Já não posso cometer os mesmos erros.
Não é justo comigo.
E nem posso continuar inventando novos erros também...
É sofrer demasiadamente.

É uma autopunição exagerada e inmerecida.
"Nem sempre é so easy se viver."

Vida e morte. Morte em vida. Silêncio.

Ando cambaleante nesta vida.
Indecisa entre seguir me arrastando ou colocar um fim definitvo ao sofrimento.
Decide ficar sozinha.
Por hoje, por uns dias, por um tempo.
Tempo que não é medido em minutos, horas, dias.
Tempo que é todo meu.
Tempo que me faz voltar ao passado e lembrar dos dias, horas e minutos que já perdi.
Queria - ah, como queria! - desvendar seu coraçãozinho.
Não consigo.
Recuso-me a seguir desbravando suas estradas, descobrindo as causas e os efeitos das dores que você diz sentir.
Você bem sabe o que sinto.
Não menti. Não escondi. Não neguei.
Você também nunca escondeu, não é?
Nunca negamos que o medo sempre esteve aqui, como um predador faminto mantendo-nos distantes.
Dói. Dói pensar nesse seu passado.
Tenho medo de descobrir... de desbravar.
Onde está a coragem de outros tempos!?
Onde está o otimismo, o desejo de felicidade?
A vida já não é mais colorida.
***
E se eu morrer, você sentiria minha falta, perguntei.
Sentiria muito a sua falta, romper laços dói, respondeu.
***
Filosofei:
"Quem sentiria minha falta se eu morresse?
Chorariam em volta do caixão?
Rezariam uma prece?
Lembrariam dos dias antigos...
Dos sorrisos compartilhados e das lágrimas já recolhidas por mim?
Seria beatificada? Exaltariam minhas qualidades?
Amiga insubstituível? Filha honrada?
Se eu morresse, chorariam?"
***
Ah, como dói.
Dói cortar os fios, afrouxá-los ou tornar a tensão mais evidente.
Peço, por favor, que me guarde em seu coraçãozinho.
Espere esse meu tempo acabar.
Preciso refletir.
O carrossel de emoções gira ferozmente.
A ansiedade estraçalha minhas unhas.
Atrapalha a raciocínio, impede minha perfeita visão.
Guarde-me com cuidado, com afeto, com carinho.
O moço da bolsa lotada com cartas ainda vai trabalhar... por nós.

*Para você, que não é (meu) vilão.

sábado, 11 de maio de 2013

Carta para ele

Escrevo uma carta - quase bilhete - em uma quinta-feira esmagada pelo trabalho e pela euforia.
Troco e-mails, SMS.
A vibração do celular dá o tom de um sentimento em construção.
Somos reféns do medo. 
Resisto: não quero ceder ao turbilhão de sentimentos.
Não resisto: demonstro todo o carinho.
Fios e desenhos.
Mando a carta pelo Sedex.
Ele responde.
Diz que "o moço da bolsa lotada de cartas" chegou e ficou espantado com a rapidez da encomenda!
Entre sorrisos nada discretos, penso: "Ponto para os Correios!"

Ele diz ter medo.
Resiste, mas agradece.
É gentil.
Encanta com a voz.
Com o sorriso. 
Com a risada.
Com o papo.
Com o "se cuida".
Com o "bom dia" quase diário.
Eu pergunto sobre o passado, mas opto pelo silêncio.

Sem mais perguntas. Por hoje. Por agora.
Ele enfrenta - e vence - um pouco desse passado e escreve sobre o que sente.
Eu leio, releio.
Reviro meu peito.
Angústia.
O (nosso) passado vem, volta, não dá trégua.
O medo se instala.
Qual caminho seguir?

Que não seja a vereda trágica.
Que não seja a vereda final.
Não quero que termine!



*Para você, Carvãozinho!

domingo, 5 de maio de 2013

Domingo




Triste domingo, mais uma vez.
No passado, Stay tocou.
Agarrei meus joelhos, escondi meu rosto e o choro saiu.
Neste, percebo que não estou sozinha nas reflexões sobre meu "universo egoísta."
Legião toca.
Ele me conduziu a esses antigos caminhos.
Porque "hoje a tristeza não é passageira."
Então, "só me deixe aqui quieto."
"Obrigado(a) por pensar em mim"

Dor

Acordei ouvindo seus gemidos.
Meu coração disparou.
A angústia tomou conta de mim. 
Não quis levantar da cama.
Tentei imaginar que tudo não passava de mais um pesadelo.
Sonhos ruins que tomam conta da minha vida nos últimos tempos.
Dor, dor, dor.
Sofrimento, sofrimento, sofrimento.
Lágrimas, lágrimas, lágrimas.
Reclamações, reclamações, reclamações.
Suportarei!?

sábado, 4 de maio de 2013

Fire!

She's walking on fire


Dura e pesada: assim a vida está.
Mas é preciso imaginar que ela parece leve.
Doce.
Colorida.
E que, mais cedo ou mais tarde, tudo se ajeitará.

Do elo perdido

"O que aconteceu/ Que te deixou assim/ Com tanto medo"
 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Vida que nada vale

 
 
"Vamos ter liberdade para amar a vontade, sem trair mais ninguém..."
 
Se nos encontrarmos na rua, me dirá "oi".
Se nos cruzarmos nas esquinas na internet, dará "boa noite".
Dói. Dói.
Ah, como dói.
Minha vida, para você, nada vale.
Invisível, irrelevante.
Dispensável, descartável.
Seguro as lágrimas, mais uma vez.
Elas caem, involuntariamente.
Escolhi, neste nosso fim, o silêncio.
Diferente de outrora...
Tempos em que escolhia o confronto, o embate e as justificativas que mais destruíam do que construíam qualquer resposta plausível para o injustificável.
Amadureci.
Agora, canto: "quero que você seja feliz, hei de ser feliz também"
 

Nem tão velha, mas já louca

 
 "Stay and help me to end the day"
 
Poderia perfeitamente enlouquecer e passar o resto dos meus dias vagando por uma casa de repouso qualquer, agarrada a lembranças nebulosas dos arrancos da vida.
Adoraria mergulhar nos muitos pontos obscuros do meu ser e esquecer a dor que a vida é.
Ou a dor em que a vida se transformou.
"Stay!", eu sussurei.
"Não me abandone", pedi.
"Não vou te abandonar", garantiu.
Mentira!

Me apagou da sua existência.

Leprosa

O que você faz agora enquanto eu estou, mais uma vez, presa dentro de mim mesma!?
Apaga as mensagens do celular?
Relê nossos e-mails?
Se culpa por algo que não deveria ter acontecido?
É. Realmente você não me abandonou.
Fez melhor: apagou meus rastros, como se descartável eu fosse.
Sabia que nossa história estava fadada ao final.
Final de fim. De ponto final mesmo. Não "final feliz" de conto de fadas.
Mas parar nas catacumbas dos seus sentimentos, alijada, desprezada, não estava nos planos.
Leprosa eu sou.

domingo, 21 de abril de 2013

Who's gonna drive you home, tonight?


Who's gonna hang it up, When you call?

Sobre o "nós" que não mais será

Escrevi essa breve reflexão em dezembro, mas ela nunca foi tão válida.
Da série Vale a pena postar de novo, especialmente para você, que diz me amar.


"Se eu for eu vou assim não vou trocar de roupa" porque não quero que tudo isso pareça especial. Não é que não seja. Até é. Só não quero carregar as tintas. Quero, sim, dar uma cor adequada para cada amizade, para cada amor. Para cada dia em que um "olá" é mais do que uma saudação. É bálsamo, alegria, reciprocidade. Sem ciúmes, brigas, desentendimentos. Sem qualquer sentimento mesquinho que rasgue ou manche nossa história. Dimensionar cada "você" é preciso.


O post original, com links e música, pode ser lido aqui.

sábado, 20 de abril de 2013

Palavras, apenas

 
 
 


"Você empreendeu uma viagem estranha pelas dunas da inconsciência. Para que tantas palavras se você não pode me ouvir? Para que estas páginas que talvez não leia nunca? Minha vida se faz ao ser contada e minha memória se fixa com a escrita; o que não ponho em palavras, no papel, o tempo apaga."



 

Casa dos (quase) mortos II

Crianças - tão crianças - ocupam o fim do corredor.
Agarram seus pais, mas querem mesmo a fada cor de rosa.
Fada disfarçada de borboleta.
Moça saltitante.
Rosto colorido, disposição imensa para distribuir sorrisos.
Eternizá-los nas fotos instantâneas.
Parecem felizes.
Do lado de cá, apenas uma vontade imensa de dormir.

Casa dos (quase) mortos

Caixas se acumulam sobre os armários.
Lado a lado, guardam relatórios dos (quase) mortos.
A recepcionista acaricia a testa, distraída.
Penso no bem que ele me faz.
No quanto me faz sentir assim: especial.
Sorrio.
Lembro dos nossos abraços.
Uma lágrima ameaça cair.
Leio Paula, de Isabel Allende.
Mamãe chega empunhando sua receita médica, a vitória dessa conturbada manhã de sábado.
Preciso partir.  

20 de abril de 2013, 11h05