segunda-feira, 27 de maio de 2013

Dor, dor, dor. Angústia, angústia, angústia

"Se passa o dia, o tempo e conto as horas, e eu sem perceber
Que estou parado vendo o seu retrato, e não vou mais te ver
E vou tentando aceitar
As vezes fujo, corro de mim mesmo, canso e me esqueço de lutar
Sabendo que não posso ser tão tolo assim
Quando me vejo já estou cantando
Solto minha voz e desabafo enfim
Se o telefone toca, eu já sei mesmo que não é você
Se tudo que um dia me falou, eu vejo agora acontecer
Se a saudade aperta e eu não tenho nada a fazer
Se não apenas chorar
Não vou mais querer explicar, eu já sei
Alguém me soprou e falou
Tudo sobre você, e ainda eu vou te ver
Eu quero deitar e sonhar outra vez
Tocar, te ouvir, te sentir
E poder te dizer, como eu amo você"

Escute a música Sonhando, do Mr. Gyn, aqui.

Aprendiz de poetisa

Escrita, amor maior.
É nela que me revelo.
Escavo meu coração, exponho meus sentimentos.
Escrita revelada.
Ganho o pão, pago as contas.
Ela é tudo que eu sou.

Flores


Foto: De Carvãozinho para Júlia 

O secundário tornou-se fundamental.
Os papéis foram invertidos.
Flores e folhas para enfeitar.
Enfeitar o que, se nada mais resta?
Coraçãozinho emudeceu.
Silenciou.
Flores murcharam.
Folhas secaram.
A dor não cessou.

Goiânia,
21/05/2013

Fios II

Do encontro emergem fios e mais fios.
Onde eles chegarão?
Quero fios de amizade, apenas.
É o que pode conter a fúria atroz do nosso passado.
Não posso arriscar.

Goiânia,
20 de maio de 2013

Emudeci

"Minha fama não é das melhores. Os dias têm sido de tempestades. O tempo que corre é de pavor. Mas quais tempos não são de pavor?"

Leia mais aqui.

domingo, 26 de maio de 2013

As coisas não precisam de você

Tem cara de domingo a noite, mas já é madrugada e eu tenho muito trabalho por fazer...





O Hotel Marina quando acende
Não é por nós dois
Nem lembra o nosso amor
Os inocentes do Leblon
Não sabem de você
Nem vão querer saber
E o farol da Ilha
Procura agora

Por outros olhos e armadilhas
Outros olhos e armadilhas
Eu disse outros olhos e armadilhas
Outros olhos (outros olhos)
E armadilhas

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Fios


Seu passado não é passado.
É presente ainda presente. 
Por isso, não podemos ser futuro. 

Lembrança matinal


Mistério nunca desvendado. 
Ficamos assim.

Epiphanéia


Pensei em trocar de nome.
Evocar letras bonitas e com sonoridade aberta para marcar minha passagem por esse mundo.
Pensei também em inventar uma resposta para a pergunta "como vai?".
Não vou dizer que tudo está bem.
Mentiria.
Mas preciso ensinar para essas gentes que o mundo está longe de ser cor-de-rosa, azul e amarelo.
***
Qual seria o meu novo nome?
Quantas "eu" poderei ser?
Quantas vidas dentro de uma mesma vida?
Quantos recomeços?
Muitos, muitos e  muitos, é o que eu desejo, enquanto o que vai terminar - está escrito - não chega ao fim. 


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Desiludida desilusão


Quando eu penso no futuro, não esqueço o meu passado

Atrasada, mais uma vez, perdi a condução.
Meu tempo passou.
Não pude alcançar seu coraçãozinho.
Amizade ficou.

domingo, 19 de maio de 2013

Pedidos

Esconda-me em seu peito.
Abrace-me.
Traga-me para perto de você, como sempre faz.
Dessa vez, sem hora para acabar.
Sem compromissos para cumprir.
Sem contas para pagar.
Sem salário por receber.
Sem família para sustentar.
Sem dias atulhados de pendências.
Sem procrastinação, pegue-me, erga-me!
Rapte-me para sua vida!
Ame-me com urgência, com carinho, com afeto!
Faça-me ser mais do que já sou!
Compartilhe seu futuro comigo.
Chame-me pelo nome que inventamos: Júlia.
Diga aos outros quem sou eu.
Ignore o seu passado.
Também vou esquecer o meu.
Mas... não é tão fácil.

Erros


Já não tenho dedos pra contar...


Já não posso cometer os mesmos erros.
Não é justo comigo.
E nem posso continuar inventando novos erros também...
É sofrer demasiadamente.

É uma autopunição exagerada e inmerecida.
"Nem sempre é so easy se viver."

Vida e morte. Morte em vida. Silêncio.

Ando cambaleante nesta vida.
Indecisa entre seguir me arrastando ou colocar um fim definitvo ao sofrimento.
Decide ficar sozinha.
Por hoje, por uns dias, por um tempo.
Tempo que não é medido em minutos, horas, dias.
Tempo que é todo meu.
Tempo que me faz voltar ao passado e lembrar dos dias, horas e minutos que já perdi.
Queria - ah, como queria! - desvendar seu coraçãozinho.
Não consigo.
Recuso-me a seguir desbravando suas estradas, descobrindo as causas e os efeitos das dores que você diz sentir.
Você bem sabe o que sinto.
Não menti. Não escondi. Não neguei.
Você também nunca escondeu, não é?
Nunca negamos que o medo sempre esteve aqui, como um predador faminto mantendo-nos distantes.
Dói. Dói pensar nesse seu passado.
Tenho medo de descobrir... de desbravar.
Onde está a coragem de outros tempos!?
Onde está o otimismo, o desejo de felicidade?
A vida já não é mais colorida.
***
E se eu morrer, você sentiria minha falta, perguntei.
Sentiria muito a sua falta, romper laços dói, respondeu.
***
Filosofei:
"Quem sentiria minha falta se eu morresse?
Chorariam em volta do caixão?
Rezariam uma prece?
Lembrariam dos dias antigos...
Dos sorrisos compartilhados e das lágrimas já recolhidas por mim?
Seria beatificada? Exaltariam minhas qualidades?
Amiga insubstituível? Filha honrada?
Se eu morresse, chorariam?"
***
Ah, como dói.
Dói cortar os fios, afrouxá-los ou tornar a tensão mais evidente.
Peço, por favor, que me guarde em seu coraçãozinho.
Espere esse meu tempo acabar.
Preciso refletir.
O carrossel de emoções gira ferozmente.
A ansiedade estraçalha minhas unhas.
Atrapalha a raciocínio, impede minha perfeita visão.
Guarde-me com cuidado, com afeto, com carinho.
O moço da bolsa lotada com cartas ainda vai trabalhar... por nós.

*Para você, que não é (meu) vilão.

sábado, 11 de maio de 2013

Carta para ele

Escrevo uma carta - quase bilhete - em uma quinta-feira esmagada pelo trabalho e pela euforia.
Troco e-mails, SMS.
A vibração do celular dá o tom de um sentimento em construção.
Somos reféns do medo. 
Resisto: não quero ceder ao turbilhão de sentimentos.
Não resisto: demonstro todo o carinho.
Fios e desenhos.
Mando a carta pelo Sedex.
Ele responde.
Diz que "o moço da bolsa lotada de cartas" chegou e ficou espantado com a rapidez da encomenda!
Entre sorrisos nada discretos, penso: "Ponto para os Correios!"

Ele diz ter medo.
Resiste, mas agradece.
É gentil.
Encanta com a voz.
Com o sorriso. 
Com a risada.
Com o papo.
Com o "se cuida".
Com o "bom dia" quase diário.
Eu pergunto sobre o passado, mas opto pelo silêncio.

Sem mais perguntas. Por hoje. Por agora.
Ele enfrenta - e vence - um pouco desse passado e escreve sobre o que sente.
Eu leio, releio.
Reviro meu peito.
Angústia.
O (nosso) passado vem, volta, não dá trégua.
O medo se instala.
Qual caminho seguir?

Que não seja a vereda trágica.
Que não seja a vereda final.
Não quero que termine!



*Para você, Carvãozinho!

domingo, 5 de maio de 2013

Domingo




Triste domingo, mais uma vez.
No passado, Stay tocou.
Agarrei meus joelhos, escondi meu rosto e o choro saiu.
Neste, percebo que não estou sozinha nas reflexões sobre meu "universo egoísta."
Legião toca.
Ele me conduziu a esses antigos caminhos.
Porque "hoje a tristeza não é passageira."
Então, "só me deixe aqui quieto."
"Obrigado(a) por pensar em mim"

Dor

Acordei ouvindo seus gemidos.
Meu coração disparou.
A angústia tomou conta de mim. 
Não quis levantar da cama.
Tentei imaginar que tudo não passava de mais um pesadelo.
Sonhos ruins que tomam conta da minha vida nos últimos tempos.
Dor, dor, dor.
Sofrimento, sofrimento, sofrimento.
Lágrimas, lágrimas, lágrimas.
Reclamações, reclamações, reclamações.
Suportarei!?

sábado, 4 de maio de 2013

Fire!

She's walking on fire


Dura e pesada: assim a vida está.
Mas é preciso imaginar que ela parece leve.
Doce.
Colorida.
E que, mais cedo ou mais tarde, tudo se ajeitará.

Do elo perdido

"O que aconteceu/ Que te deixou assim/ Com tanto medo"
 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Vida que nada vale

 
 
"Vamos ter liberdade para amar a vontade, sem trair mais ninguém..."
 
Se nos encontrarmos na rua, me dirá "oi".
Se nos cruzarmos nas esquinas na internet, dará "boa noite".
Dói. Dói.
Ah, como dói.
Minha vida, para você, nada vale.
Invisível, irrelevante.
Dispensável, descartável.
Seguro as lágrimas, mais uma vez.
Elas caem, involuntariamente.
Escolhi, neste nosso fim, o silêncio.
Diferente de outrora...
Tempos em que escolhia o confronto, o embate e as justificativas que mais destruíam do que construíam qualquer resposta plausível para o injustificável.
Amadureci.
Agora, canto: "quero que você seja feliz, hei de ser feliz também"
 

Nem tão velha, mas já louca

 
 "Stay and help me to end the day"
 
Poderia perfeitamente enlouquecer e passar o resto dos meus dias vagando por uma casa de repouso qualquer, agarrada a lembranças nebulosas dos arrancos da vida.
Adoraria mergulhar nos muitos pontos obscuros do meu ser e esquecer a dor que a vida é.
Ou a dor em que a vida se transformou.
"Stay!", eu sussurei.
"Não me abandone", pedi.
"Não vou te abandonar", garantiu.
Mentira!

Me apagou da sua existência.

Leprosa

O que você faz agora enquanto eu estou, mais uma vez, presa dentro de mim mesma!?
Apaga as mensagens do celular?
Relê nossos e-mails?
Se culpa por algo que não deveria ter acontecido?
É. Realmente você não me abandonou.
Fez melhor: apagou meus rastros, como se descartável eu fosse.
Sabia que nossa história estava fadada ao final.
Final de fim. De ponto final mesmo. Não "final feliz" de conto de fadas.
Mas parar nas catacumbas dos seus sentimentos, alijada, desprezada, não estava nos planos.
Leprosa eu sou.